sexta-feira, 27 novembro, 2020
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A serviço da Nação e da comunidade

A data do nascimento do Duque de Caxias é o Dia do Soldado: 25 de agosto.
Marechal, Luís Alves de Lima e Silva destacou-se na pacificação interna e na defesa externa do País. Proclamado Patrono do Exército brasileiro, é referência para esse profissional fundamental à defesa da integridade da Nação.

Não se distingue, na homenagem, nenhum soldado por sua patente, em que pesem o alto posto militar e o título nobiliárquico conquistado por Caxias. Antes, atente-se para dois outros títulos aparentemente antagônicos a ele atribuídos, mas que identificam os extremos da atuação do soldado: Pacificador e Duque de Ferro. Ou seja, o soldado há de ser preparado para a guerra, no exato princípio da máxima latina de domínio público, si vis pacem, para bellum (se queres a paz, prepara-te para a guerra).

Essa é a realidade que dia a dia se torna mais evidente.

Já não se está mais tratando apenas de embates e avanços militares em fronteiras de espaços geográficos, como se deram nas duas Guerras Mundiais ou mesmo nos conflitos territoriais no Oriente Médio. Há esse objetivo, sim, mas as guerras estão sendo travadas de outras formas, mercê dos avanços tecnológicos, especialmente na área das comunicações e no aperfeiçoamento e sofisticação de meios de ataque e destruição.
Isso exige melhor preparação do soldado, qualificando-o para qualquer tipo de guerra, porque nessa, sem fronteiras, o inimigo instala-se sorrateiramente para minar a soberania nacional, com uma velha, mas perigosa tática, eternizada pela Mitologia grega: o Cavalo de Tróia, por onde a corrupção de todas as formas infiltra-se, cooptando traidores para destruir a moral do povo para subjugá-lo.

O combate à corrupção é assim uma guerra. Nessa perspectiva, Sun Tzu (A arte da guerra) continua atual: “a guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império”.

No primeiro capítulo dessa obra milenar o filósofo militar lista o que considera os cinco fatores fundamentais para avaliação de uma guerra: doutrina; tempo, terreno, mando e disciplina.

É também através da doutrina que os inimigos da Democracia tentam minar as nações democráticas.

É importante que a população esteja atenta, conheça o valor do soldado, sua importância para a defesa das liberdades democráticas e não se deixe induzir para vê-lo como inimigo. Integrando as Forças Armadas, é o compromisso do soldado com a Nação, com a bandeira verde e amarela, sua disciplina que contribuem para que sejam elas as instituições que gozam de maior credibilidade no País.

Foram os representantes do povo, em Assembleia Constituinte, que proclamaram o Brasil como uma República Democrática. Deturpar a doutrina que a sustenta é trair os interesses do País para entregá-lo ao domínio de nações que só visam apossar-se das riquezas nacionais e tolher as liberdades inerentes à cidadania.

O dever do soldado é defender a Nação. Desempenha esse mister também quando conclui obras que só serviam para alimentar a corrupção, doa o sangue de suas veias para suprir a demanda hospitalar ou participa de atividades de socorro, assistência e apoio comunitários.
Que assim seja reconhecido, respeitado e homenageado.

*Advogado e jornalista.

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