terça-feira, 3 de agosto de 2021

Alta de preços ao consumidor em São Luís, segundo o IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, em São
Luís, registrou elevação de 1,01%. Houve uma pequena desaceleração no
aumento de preços em relação ao mês anterior, novembro/2020, cujo aumento de
preços tinha sido de 1,10%. Pelo terceiro mês consecutivo, o IPCA de São Luís
registra alta igual ou acima de 1,0%.

Em todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE houve quadro inflacionário, sendo
que a taxa de São Luís ficou acima da média geral do Brasil, que foi de 0,89%.
Maiores índices de aumento de preços ao consumidor foram detectados nos
municípios de Goiânia (1,41%) e Rio Branco (1,10%), além das regiões
metropolitanas (RMs) de Salvador (1,17%) e São Paulo (1,04%). As menores
taxas de aumento de preços, no mês de novembro, foram observadas na RM de
Recife, 0,36%, e em Brasília, 0,35%.

Em São Luís, dos nove grupos de despesa pesquisados, apenas em um houve
queda de preços em novembro. Novamente, assim como aconteceu com o mês
anterior, outubro (-0,09%), foi o grupo de despesa habitação que apresentou
quadro de recuo de preços, desta feita, de -0,62%. Isso se deu,
fundamentalmente, pela redução de preços no subitem energia elétrica
residencial, -1,56%. No mês de outubro, a redução foi de -2,71%. Em ambos os
casos, esse recuo de preços no referido subitem se deu em função da diminuição
da alíquota do PIS/COFINS ocorrida uma vez mais nas contas dos consumidores.
Lembramos que energia elétrica residencial é o subitem, dentre mais de 200, o de
maior peso nas despesas das famílias residentes em São Luís. Portanto, qualquer
variação de preços ou para mais ou para menos acaba por impactar na formação
final do IPCA de São Luís. Essa queda de preços no subitem energia elétrica residencial compensou constatada elevação de preços em subitens do item
reparos, como revestimento de piso e parede, 6,68%, areia, 3,56%, madeira e
taco, 3,80%, e tijolo, 2,13%, por exemplo, e em alguns subitens do item artigos
de limpeza, como sabão em barras, 3,56%, e água sanitária, 3,88%. Além de
energia elétrica residencial, vale a pena mencionar que queda de preços do
botijão de gás (outro subitem de grande peso nas despesas das famílias
residentes em São Luís), em novembro, na ordem de 1,44%, também impactou
no quadro deflacionário do grupo de despesa habitação. No mês anterior,
diferente do que ocorreu agora em novembro, gás de botijão tinha sofrido
majoração de preços (+3,38%).

Aumento de preços em subitens como arroz (8,8%), tomate (33,6%), frango
inteiro (5,2%), farinha de mandioca (11,2%), batata inglesa (28,8%), carnes em
geral (2,8%), óleo de soja (8,5%), cebola, 9,1%, e frutas em geral (5,3%), são
exemplos de produtos que impactaram significativamente o comportamento de
preços do grupo alimentação e bebidas em novembro.
Há alguns subitens do grupo de despesa alimentação e bebidas, em São Luís
que têm um acumulado no ano (janeiro a novembro) bastante elevado, tais como:
óleo de soja, 72,8%, tomate, 56,5%, arroz, 51,7%, batata inglesa, 48,0%, feijão
mulatinho, 45,9%, cebola, 42,3%, carne de porco, 31,3%, cheiro verde, 22,5%
etc.

Depois do grupo de alimentação e bebidas, por ordem, os grupos que mais
impactaram no comportamento final de preços ao consumidor em São Luís, no
mês de novembro, foram: transporte (0,60%, impacto de 0,11 p.p.), saúde e
cuidados pessoais (0,44%, impacto de 0,06 p.p.) e comunicação (0,66%,
impacto de 0,03 p.p.). Ademais, houve aumento de preços nos grupos artigos de
residência (0,07%), vestuário (0,11%), despesas pessoais (0,02%) e educação (0,07%), porém todos esses últimos com baixíssimo impacto na
formatação final do IPCA.

Em relação ao grupo transporte, houve até uma desaceleração no aumento de
preços em relação ao mês anterior: 0,60% em novembro e 0,74%, em outubro. O
IPCA do mês de novembro no grupo transporte se deveu fundamentalmente ao
aumento de preços em subitens como conserto de automóvel (2,88%), o qual,
inclusive, foi o responsável pelo maior impacto no índice do referido grupo de
despesa. Seguiram-no majoração de preços em gasolina (0,30%), subitem de
grande peso (5,15%) nas despesas das famílias que residem em São Luís,
passagem aérea (5,76%), automóvel novo (0,43%) e transporte aplicativo
(8,39%), esse último, desde setembro vem tendo crescentes aumentos, acima de
5% mensais.

No que diz respeito ao grupo saúde e cuidados pessoais, houve elevação de
preços na ordem de 0,44%, em patamar inferior ao aumento de preços do mês
anterior, 0,82%. Em novembro, os subitens que mais impactaram a elevação de
preços foram produto para pele (3,69%), produto para cabelo (1,88%), médico
(1,31%) e o medicações em geral, 0,71%. Mesmo com constantes aumentos
desde junho, em São Luís, nos produtos farmacêuticos, em que as medicações
são o subitem por excelência, ainda há um acumulado no ano negativo: -9,04%.
No Brasil, o acumulado no ano para produtos farmacêuticos está na casa de
2,35%.

Em relação ao grupo comunicação, o aumento de preços se deu em função da
variação positiva em dois subitens: aparelho telefônico (0,97%) e plano de
telefonia móvel (1,31%). O grupo de despesa vestuário, pelo terceiro mês
consecutivo, teve aumento de preços, 0,11%, embora num patamar menor que
em setembro (0,67%) e outubro (0,84%). No acumulado do ano, esse grupo de
despesa ainda tem índice negativo de 1,89%. Despesas Pessoais assim como
vestuário também impactou o IPCA em geral de São luís, embora, ambos com
baixa intensidade, 0,01 p.p. cada. No caso de despesas pessoais, a variação de
preços em novembro, em São Luís, foi de 0,09%, retrocedendo em relação à
ocorrência do mês anterior, quando houve subida de preços na ordem de 0,27%.
São exemplos de subitens que causaram esse comportamento de preços no citado
grupo de despesa: alimentos para animais (+2,71%), cabeleireiro e barbeiro
(0,46%) e manicure (0,91%). Artigos de residência teve desaceleração no
aumento de preços. Em agosto, 0,84%, setembro, 1,37%, em outubro, 0,96%, e
agora, em novembro, houve contenção na elevação de preços: 0,07%. Um dos
itens responsáveis por esse recrudescimento no aumento de preços do grupo
artigos de residência foi a queda de preços em aparelhos de TV, Som e
Informática, -2,23%. Os equipamentos de TV, som e informático acumularam alta
de 19,2% de maio a outubro de 2020. Por fim, citamos o grupo de despesa
educação, que teve elevação de preços no mês de novembro na ordem de 0,07%
(no mês anterior, tinha ocorrido aumento de 0,16%), porém esse aumento
praticamente não teve influência no fechamento do IPCA em geral de São Luís no
mês aqui em apreciação.

Para o cálculo do INPC do mês de novembro/2020, foram comparados os preços
coletados no período de 28 de outubro a 27 de novembro de 2020 (referência)
com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2020
(base).

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Maranhão

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