terça-feira, 4 de outubro de 2022

As pesquisas, seus fenômenos, seus melindres e suas discrepâncias

Todas as pesquisas para serem divulgadas precisam estar regularmente registradas no TSE

Foi divulgada no final da tarde de ontem (16) a pesquisa do Instituto Escutec sobre as eleições para governador do Maranhão. A pesquisa foi realizada em 70 municípios do estado, entre os dias 11 e 16, deste mês. Está registrada no TSE sob o número MA-05721/2022; tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

A pesquisa mostra o governador Carlos Brandão (PSB) a frente, com 27% das intenções de voto. Em segundo lugar vem o senador Weverton Rocha (PDT) com 23%. O segundo pelotão traz Lahesio Bonfim (PSC) com 15% e Edivaldo Holanda Júnior (PSD) com 11%.

Completam o quadro de candidatos Simplício Araújo (Solidariedade), com 3%; Hertz Dias (PSTU) e Enilton Rodrigues (PSOL), ambos com 1%. Temos 8% de votos em branco, nulos, ou em nenhum; e 11% não sabem, ou não responderam.

A pesquisa mostra um quadro de subida dos três primeiros candidatos em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto. Mesmo distante quase um mês de São Luís em tratamento de saúde e sem fazer campanha, o governador subiu três pontos, saindo de 24% em maio para 27% agora; o senador Weverton, em campanha acelerada e constante, saiu de 20%, para 23% e o ex-prefeito Lahesio Bonfim também num ritmo intenso de campanha saiu de 11% em maio para 15% em junho. Edivaldo Holanda Júnior caiu de 12% para 11%.

Se por um lado a pesquisa mostra a evolução de Wevertom e Lahesio em 3% e 4% respectivamente, resultado da batalha por votos em viagens pelo estado, o que chama mesmo a atenção é a evolução de Brandão, que sobe sem fazer campanha.

Outro fato que chama a atenção é a discrepância de resultados, com a diferença de poucos dias entre as pesquisas dos institutos Exata e Escutec (o da exata mostra Wevertom a frente de Brandão com 5 pontos de diferença).

São fenômenos que emanam dos eleitores, a volatilidade das opiniões deles, uma margem de erro extrema entre um e outro candidato e entre uma e outra pesquisa?

Ou precisamos chamar o “Véio Zuza”?

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