quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Caminhada, corrida e pedalada previnem a enxaqueca

Quem sofre de enxaqueca sabe como a dor pode muitas vezes ser incapacitante. A boa notícia é que uma pesquisa realizada no Ambulatório de Investigação e Tratamento da Dor de Cabeça da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) concluiu que exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação e bicicleta, são eficazes no tratamento preventivo da enxaqueca crônica — quando a dor ultrapassa 15 dias por mês.

 

 

 

O estudo, de autoria da fisioterapeuta Michelle Dias Santos Santiago, analisou por um período de três meses 60 pacientes de ambos os sexos com idade entre 18 e 50 anos. Eles foram divididos em dois grupos de 30 pessoas orientados a praticar exercícios aeróbicos (caminhada ao ar livre por 40 minutos durante três vezes por semana) aliados à medicação preventiva e o outro grupo utilizou somente a medicação.

 

— O exercício aeróbico de intensidade moderada, praticado regularmente, pode promover o relaxamento muscular, melhora do condicionamento cardiovascular e redução da frequência, intensidade e duração das crises de dor de cabeça. Mesmo com os exercícios realizados em casa, os pacientes tiveram resultados positivos, lembrando que, para a realização desse tipo de tratamento, é necessário o acompanhamento de um médico especialista.

 

A enxaqueca afeta de 2% a 3% da população geral, com a prevalência de 5% entre os brasileiros. Para a orientadora do estudo e neurologista da Unifesp, Thais Rodrigues Villa, os resultados foram surpreendentes. Cinquenta pessoas chegaram até o final do estudo e houve redução na frequência da enxaqueca.

 

— O estudo demonstrou que o grupo de pacientes que utilizou a combinação de terapia de drogas preventivas associada a exercícios aeróbicos apresentou melhora significativa em todos os parâmetros da cefaleia e também na redução do índice de massa corpórea, resultando em perda de peso.

 

Segundo a médica, “a média de dias de dor no mês passou de 23 para cino dias”.

 

— Já os que receberam somente o remédio melhoraram em torno de 50%, de 25 para 13 dias de dor. A melhora nos sintomas de depressão e ansiedade também foi mais evidente no grupo que praticou exercícios.

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