domingo, 25 de setembro de 2022

Caso Evaldo: Apesar de condenação, não há o que comemorar, diz advogado

O advogado André Perecmanis, responsável pela defesa das famílias do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, executados por militares do Exército, afirmou que apesar do sentimento de justiça das viúvas pela condenação de oito militares envolvidos no crime, não há o que se comemorar.

O Tribunal de Justiça Militar condenou, na madrugada desta quinta-feira (14), oito militares do Exército pela morte do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo em abril de 2019. Depois de mais de 15 horas de julgamento, a juíza Mariana Aquino absolveu outros quatro oficiais que não dispararam suas armas no dia do crime.

Perecmanis afirmou ao UOL News que, a princípio, os familiares das vítimas não pretendem recorrer da condenação de 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado para o Tenente Nunes e de 28 anos de prisão em regime fechado para os outros sete condenados.

Os militares condenados responderão por duplo homicídio e tentativa de homicídio — o sogro de Evaldo ficou ferido na ação. Os 8 condenados também serão expulsos da corporação por culpabilidade comprovada. Todos os 12 militares foram absolvidos da acusação de omissão de socorro.

“Em princípio não [iremos recorrer], muito embora a gente entenda que a condenação pudesse ser um pouco mais rigorosa. O sentimento das viúvas, tanto da Luciana como da Dayana, é de que a justiça foi feita. Infelizmente não há o que comemorar, o ideal é que nós não tivéssemos esse caso. Mas diante do que aconteceu a resposta dada ontem foi suficiente no entendimento de ambas as viúvas.”

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