segunda-feira, 12 abril, 2021
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Conheça a história do ativista que encontrou na arte e na militância uma forma de lidar com o HIV

Thiago Ferrer é ativista da causa LGBTQIA+, ator, mágico e professor e convive com HIV/aids desde 2017. Ele viu nas redes sociais a oportunidade de divulgar o seu trabalho e levar até os seus seguidores a sua história de superação.

Thiago percebeu a importância de usar sua história de vida como referencia para encorajar outras pessoas a buscar informações para romper contra o preconceito e tabu que ainda existe sobre o assunto. O ator conta que no início foi difícil lidar com a notícia e contar para a família.

“De início não acreditei que aquilo poderia estar acontecendo comigo. Porém foi só um dia de baixa. Chorei por um dia inteiro. No outro dia eu já tava determinado a fazer o que fosse preciso pra mudar meu quadro. Minha família sofreu muito, acredito que até mais do que eu. Mas todos me deram apoio. Ninguém me julgou. Isso me deu forças.” afirmou Ferrer.

O ativista ressalta ainda a importância de fortalecer as pessoas que vivem com HIV e escondem a sua condição por meio do estigma.

“Busco desmistificar afim de que essas pessoas não se sintam mais sozinhas e possam começar a se sentir mais à vontade em falar sobre isso. A desconstrução do estigma deve ser diária. E tem muita gente que precisa que isso mude. A partir da exposição da minha condição eu já recebi muitos relatos de pessoas sobre sua condição particular, algumas pessoas pedindo mais informações, já acompanhei várias pessoas até um posto pra fazer os testes. E sempre que isso acontece é que a pessoa está diante de um resultado negativo e que ela fica feliz por isso e a partir daí ela se compromete em manter o hábito, eu fico muito feliz também.” comenta.

Segundo Thiago, mesmo com direitos garantidos, ainda assim existe muita ignorância sobre o assunto. Muitos jovens, mesmo com acesso a informação, não entendem a importância da realização do teste.

“Existe muito medo. Medo até de buscar se informar, de compartilhar alguma informação, de serem associados ao HIV. O governo municipal/estadual/federal precisa investir muito mais nas campanhas e abranger todas as outras possibilidades de prevenção e tratamento, além de situar as pessoas que não vivem com HIV que as pessoas com HIV tem uma vida saudável e precisam ser respeitadas. Eu já sofri preconceito, mas escolhi enfrentá-lo em vez de sofrer por ele” comenta.

Pela Constituição brasileira, as pessoas vivendo com HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos; entre eles, estão a dignidade humana e o acesso à saúde pública e, por isso, são amparadas pela lei. Em 2014, foi publicada a Lei nº 12.984, que define o crime de discriminação aos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e doentes de aids.

Conheça a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids 

 

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