sábado, 24 de setembro de 2022

Dia mundial de Combate ao suicídio

DIA MUNDIAL COMBATE SUICÍDIO
DIA MUNDIAL COMBATE SUICÍDIO

Durante muito tempo, falar sobre o suicídio era um tabu, havia medo de se falar sobre esse assunto. De uns tempos para cá, graças ao sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção.

O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido, ao contrário do que muitos pensam. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

” O mês de Setembro é dedicado a prevenção do suicídio, mas quando a gente fala da campanha setembro amarelo a gente refere a valorização pela vida, pois trabalha a saúde mental como responsável pela qualidade de vida. O gerenciamento das emoções é a melhor forma de você trabalhar o exercício da sua saúde mental, fazendo necessário essa quebra de tabu de não falar sobre o assunto, gerando uma rede de apoio. Mas do que isso a campanha ‘Liberte-se! Ame-se!E cuide da sua saúde mental!’ veio para resignificar a necessidade do apoio psicológico.” disse a coordenadora estadual de saúde mental Isabelle Rego.

A nível Brasil, segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensou seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.

Segundo O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), que registra ocorrências de tentativa de suicídio, os chamados tentantes. A corporação informa que, em 2020, 162 ocorrências de tentativa de suicídio foram registradas. E em 2021, de janeiro a agosto, foram 130 ocorrências de tentativa de suicídio.

Ainda são muitos os tabus em torno do suicídio. Só de tocar no assunto, muita gente prefere falar sobre outras coisas. Segundo o médico que coordena as atividades do Centro Estadual de Atenção Psicossocial é preciso conversar sobre isso, para saber como encarar o problema.

” Infelizmente ainda existe uma resistência em falar sobre o suicídio, sendo essa uma das maiores causas de morte editável no mundo, tendo como uma das maiores causadores a depressão e o uso de entorpecentes e tem tratamento, tem ajuda especializada para atender essas pessoas que evoluem de casos de ansiedade.” concluiu o Marcelo Costa – diretor CAPS-AD estadual.

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