sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

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Em resposta à greve, professor faz abaixo-assinado para criar ‘CPI do Transporte Público’

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A greve dos rodoviários, que já paralisa os ônibus de São Luís há oito dias, está sem previsão para acabar. Até agora, o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte não chegaram a um acordo, o que tem deixado boa parte dos trabalhadores da capital sem ter como se locomover.

Em resposta a isso, o professor Wesley Souza resolveu fazer um abaixo-assinado para criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, com o intuito de responder questionamentos quanto ao investimento anual no transporte, o lucro das empresas e detalhamento dos contratos. Lançado na quarta-feira (28), o documento já possui 327 assinaturas.

“A forma como se estruturou o transporte público na cidade criou uma condição onde só quem paga a conta são os trabalhadores, sejam os do próprio sistema, os rodoviários, ou os que utilizam o sistema”, explicou o professor. “Nunca se propôs abrir a caixa preta que esconde os reais custos e lucros dessa concessão pública”.

Dentre as questões a serem respondidas pela CPI proposta, estão: qual o percentual de lucro das empresas do setor Qual o investimento anual dessas empresas e da Prefeitura de São Luís no sistema? Quais os termos da concessão do serviço e quais as sanções previstas pelo não cumprimento de tais termos? As sanções previstas têm sido aplicadas?

A motivação é, também, o aumento consecutivo no preço das passagens. “Qualquer acréscimo no valor das passagens é impensável sem, no mínimo, haver respostas para as questões acima enumeradas”, diz a descrição do abaixo-assinado. Ele pode ser assinado neste link.

Aumento de preço das passagens de São Luís ao longo dos anos:

2011: 2,10
2014: 2,40
2015: 2,80 (reduzido para 2,60 após protestos)
2016: 2,90
2018: 3,10
2019: 3,40
2020: 3,70

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