quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Estudante se acorrenta em Universidade em forma de protesto contra assédio moral

Nos últimos dias, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) tem entrado em destaque devido denúncias envolvendo alunas e funcionários da universidade. Em um dos casos, a discente Jamile Montego, estudante do curso de Estudos Africanos e Afro-brasileiros, acorrentou-se dentro da universidade como forma de protesto.

Segundo a estudante, ela tem sido vítima de assédio moral por parte do centro acadêmico e da coordenação do curso por ter estado à frente de uma denúncia de assédio sexual cometido por um suposto professor do curso contra alunas, no ano de 2019. Conforme o relatado, as mulheres que diziam ser assediadas venceram o processo civil e administrativo contra o docente, que foi afastado da universidade.

A estudante afirma que o processo de junção de provas e acompanhamento das companheiras durou em torno de dois anos e após as denúncias, o processo administrativo gerou apenas 45 dias de contenção de salário.

Atualmente, a aluna diz sofrer represálias dentro do curso desde abril deste ano. O que coincide com a suposta volta do professor as salas de aula. Segundo a Jamile, a última reunião do colegiado do curso de Estudos Africanos tinha como uma das pautas a volta professor ao curso.

Ao entrar em contato com o docente, ele encaminhou a equipe para contatar o advogado.

“De antemão gostaria de ressaltar que o meu cliente nem sequer respondeu pelo crime de assédio, pois não chegou a ser tipificado considerando o que foi apresentado. Isso ficou demonstrado tanto no processo judicial quanto no PAD” argumentou o advogado Gledson Costa. O profissional ainda afirmou que todas as medidas cabíveis serão tomadas pela defesa na forma da lei. Dr. Gledson Costa.

Quando contestada, a assessoria da UFMA emitiu uma nota sobre o caso da estudante.

Confira nota da UFMA

 “A Universidade Federal do Maranhão já tomou as medidas cabíveis para normalizar a situação da aluna Jamile Mondego, do curso de estudos africanos e está acompanhando os fatos”

Mais Denúncias  

Uma estudante afirma ter sido vítima de assédio enquanto utilizava o banheiro da Universidade Federal. Em seu relato, a discente conta que viu um funcionário entrar no banheiro feminino, e decidiu esperar ele sair, mas não o viu saindo. A jovem diz se retirado do local, na esperança de que o sujeito saísse.
Quando voltou, verificou se o homem ainda estava lá e não suspeitou de uma cabine que fica sempre trancada.
Quando foi usar uma cabine, viu um celular que parecia estar filmando ou tirando fotos e assim que o suspeito percebeu que foi flagrado, saiu correndo. A jovem diz ter esperado por uma amiga, pois temeu que o homem ainda estivesse por perto
.

A jovem conta que o sujeito trabalha em uma empresa privada que presta serviço para o campus e não recebeu apoio ao fazer a denúncia. “Não me senti nada segura com eles, pois falaram que o sujeito não seria capaz de fazer isso”.

Quando perguntada, a assessoria da universidade afirmou não ter parecer sobre o assunto. Segundo a ascom, eles não tinham conhecimento do acontecido até o momento.

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