EUA em Alcântara


Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Documento está sendo revisado e deve ser anunciado na visita de Jair Bolsonaro ao presidente norte-americano Donald Trump, na próxima semana

Depois de quase 20 anos de negociação, Brasil e Estados Unidos concluíram as tratativas para o novo acordo de salvaguardas tecnológicas, que permite o uso comercial da base de Alcântara.

O documento está sendo revisado por integrantes dos governos brasileiro e americano para que possa ser assinado durante a vista do presidente Jair Bolsonaro aos EUA, na próxima semana.

O novo acordo de salvaguardas tecnológicas prevê a proteção de conteúdo com tecnologia americana utilizado no lançamento de foguetes e mísseis a partir de Alcântara —a base é visada porque fica próxima à linha do equador e, assim, economiza o consumo de combustível em 30%.

Brasil e Estados Unidos já haviam tentado fechar o acordo Fernando Henrique Cardoso assinou o documento. Mas o texto foi rejeitado à época pelo Congresso, que entendeu que ele feria a soberania nacional.

A partir dali a grande questão a ser resolvida era permitir o acesso e conhecimento sobre os lançamentos que seriam feitos na base e, ao mesmo tempo, proteger a propriedade intelectual dos americanos.

Em junho do ano passado, as negociações foram retomadas e essas questões foram dirimidas com mudanças no texto que diminuíram a possibilidade de interferência dos EUA.