sábado, 13 de julho de 2024

Festival independente de literatura, Clube da Esquina, promove mais uma edição no dia 22 de junho

“A arte que a gente faz!”. Com esse lema, o Clube da Esquina – festival independente de literatura maranhense – vem conquistando jovens e adultos do Centro de São Luís. Com uma abordagem corajosa e descontraída, a iniciativa busca incentivar o gosto pela poesia, música e outras artes, ressaltando a capacidade dos cidadãos de serem os atores de suas próprias histórias.

Pensando nisso, no sábado do dia 22 de junho, será realizada mais uma edição do projeto, que ocorrerá no Birosca do Bigode, na rua Godofredo Viana – Centro, em frente ao Teatro Arthur Azevedo. A partir das 17h, o público poderá encontrar venda de livros e discos, sarau de poesia e apresentações de artistas da terra. Neste ano, o evento também conta com apoio da Livraria Poeme-se e Rádio Bacanga.

Dentre os artistas que se apresentarão, estão a cantora e compositora Nicole Terrestre, acompanhada de Daniel e Lucius Nunes; Clara Madeira; Juan Terra e Tiago Maci. Em pronunciamento, Nicole afirma que é gratificante poder participar de mais um Clube da Esquina. “Na primeira vez em que eu participei, me senti muito inspirada a tocar as minhas composições, porque eu ouvi a galera recitando os próprios textos. Eu me senti muito feliz e acabei mostrando algumas músicas minhas. Agora, com o evento na rua, levantamos uma bandeira muito importante que é fazer com que as pessoas se reúnam para escutarem o que é daqui!”, ressaltou a cantora.

O poeta e idealizador do evento, Júlio César (20), afirma que a ideia surgiu a partir da necessidade de encontrar um escoamento para a fecunda produção artística dos jovens da cidade. “De nada adianta que os artistas de São Luís produzam textos, quadros e peças se não houver nenhum lugar onde possam mostrar suas obras. O Clube da Esquina é esse lugar, é esse movimento que busca abraçar todos aqueles artistas invisibilizados que produzem muito e com muita qualidade, e não encontram holofotes”, explicou o autor.

Amante e incentivador da cultura maranhense, Bigode, proprietário da Birosca, tem grandes expectativas para o evento: “A rua Godofredo Viana sempre teve uma grande representatividade no cenário cultural do Maranhão. Diversos artistas fizeram desse lugar uma resistência cultural, por isso é de extrema relevância trazermos novamente esse movimento. Esperamos uma grande parceria entre o Clube da Esquina e a Birosca, para que o evento seja uma grande vitrine para os artistas que irão se apresentar”, concluiu.

Luís Augusto da Silva, morador há 45 anos do bairro do Anjo da Guarda, diretor e fundador da Rádio Bacanga Fm se interessou pelo projeto e contou um pouco sobre sua experiência enquanto artista e comunicador: “A Rádio Bacanga surgiu da necessidade de uma comunicação verdadeira. Visto que diversos meios visam somente o lucro e não dialogam, de fato, com a comunidade. A Rádio, como comunitária, se faz presente na vida do morador e no dia a dia da comunidade”, afirmou Luís.

Silva ainda completa, ao dizer que a arte e a educação são os principais elementos que fazem o país crescer. “O Clube da Esquina é uma grande sacada. É na esquina, na rua, na feira que estamos trocando ideias, e a leitura e as rodas de conversa nos ajudam muito. Nesse sentido a Bacanga FM, não poderia deixar de apoiar esse projeto, que já deu certo!”, disse.

Ao mesmo tempo, o apoiador e dono da Livraria Poeme-se, José Ribamar, trabalha há 35 anos com livros e é conhecido por trabalhar com um extenso acervo de novos e usados, além de discos . “No início da década de 80 comecei a frequentar as bancas de livros e revistas usadas que havia na Av. Magalhães de Almeida, na calçada ao lado do “Ferro de Engomar”. Com o tempo percebi que as cinco bancas tinham uma boa rotatividade de cliente de todas as idades, diante disso imaginei que uma boa quantidade de livros organizados por assuntos em uma sala poderia funcionar como sebo, já que São Luís, nessa época, não tinha uma loja semelhante, tinha somente as livrarias de livros novos”, explicou.

Atualmente, Ribamar mantém o posicionamento progressista e afirma que a leitura de qualquer gênero literário ou não literário é melhor do que deixar de ler. Segundo ele, o hábito da leitura abre janelas para novas ideias, novos mundos e novas possibilidades de viver a vida.

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