quarta-feira, 19 de maio de 2021

Grupos de Bumba-meu-boi participam de ação do Iphan

Grupos de Bumba-meu-boi participam de ação do Iphan

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A ação Conectando Patrimônios busca promover bens culturais como Bumba-meu-boi, estimulando a venda de bordados, matracas, adereços e outros produtos relacionados ao bem.

Os bordados, pandeirões, matracas e adereços do Bumba-meu-boi do Maranhão ganharam espaço de divulgação na campanha Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores. Lançada no Maranhão nesta quarta-feira (28), a ação é realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com comunidades detentoras. O objetivo é promover o Patrimônio Cultural Imaterial, incentivando a venda de produtos associados a bens registrados em todo o país.

Diante da situação de emergência em saúde pública, decorrente da pandemia do novo coronavírus, shows, apresentações e todo tipo de evento tiveram de ser adiados em todo o Brasil. Isto impactou o cotidiano de festas e rituais realizados por mestres e mestras de bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil. Neste cenário, essas comunidades buscaram alternativas para lidar com o isolamento social. O Ciclo do Marabaixo (AP), por exemplo, foi realizado por meio de lives e bailes do Fandango Caiçara tiveram transmissão on-line. Grupos de carimbó também realizaram rodas transmitidas pelas redes sociais.

Com o objetivo de criar um espaço de visibilidade para detentores e suas respectivas manifestações culturais, o site da campanha vai apresentar coletivos de detentores de vários estados com os seus respectivos contatos de telefone e redes sociais. Quem se interessar, poderá entrar nas páginas virtuais dos coletivos e adquirir produtos desses grupos, como gêneros alimentícios e biojóias produzidas por indígenas do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM), bem como livretos de artistas da Literatura de Cordel (CE e DF). A compra, o pagamento e a entrega dos produtos são realizadas diretamente entre o detentor e o comprador.

BUMBA-MEU-BOI

Cores, brilhos, música e teatralidade fazem do Bumba-meu-boi uma grande celebração cultural que envolve diversas formas de expressão e saberes. Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2011, o bem recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2019. O ciclo festivo possui quatro etapas: ensaios, batismo do boi, apresentações e morte. A brincadeira apresenta vários estilos, chamados de sotaques: os principais são baixada, matraca, zabumba, costa-de-mão e orquestra.

Com raízes no catolicismos popular, o Bumba-meu-boi também celebra os santos juninos Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Possui ligação com os cultos religiosos afro-brasileiros do Maranhão, como o Tambor de Mina e o Terecô, num sincretismo entre os santos católicos e os orixás, voduns e encantados.

“A parceria com o Iphan é uma maneira de ajudar a divulgar e enaltecer nosso Bumba-meu-boi. Valorizando os grupos e prestigiando nossos mestres, já que desde o ano passado não podemos fazer apresentações e as festanças tradicionais na época de São João”, afirma João Batista Gonçalves, presidente da Central de Bumba-meu-boi dos Sotaque da Baixada e de Costa de mão, em São Luís-MA.

Visando promover a sustentabilidade de bens registrados como Patrimônio Cultural, a campanha é uma ação de salvaguarda inserida na Política Nacional do Patrimônio Imaterial que, em 2020, completou 20 anos de criação.

Para a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, o Bumba-meu-boi do Maranhão expressa a diversidade e a beleza das manifestações culturais brasileiras: “A tradição que envolve o Bumba-meu-boi tem um importante papel na construção da identidade e memória maranhenses. Por meio de ações como o Conectando Patrimônios, buscamos promover a salvaguarda e a valorização desse bem que é Patrimônio Cultural do Brasil e da Humanidade”, destaca.

Para viabilizar a ação, as superintendências do Iphan nos estados mobilizaram coletivos de mestres e mestras que participam da ação. Mas a chamada continua. Os grupos que tiverem interesse em participar devem entrar em contato com a superintendência do Iphan no Maranhão que dará os detalhes sobre como aderir à ação.

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