segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Honorato Fernandes afirma que “O PT tem muitas posições distintas” explicando o apoio a Weverton Rocha

Em entrevista concedida à jornalista Giovana Kury, da equipe de jornalistas da TV Guará, o presidente do PT em São Luís, Honorato Fernandes, falou sobre a decisão do apoio à candidatura do senador Weverton Rocha, em vez de Carlos Brandão, ainda que este tenha apoio do PT estadual.

De acordo com ele, a decisão é fruto de uma leitura simples do cenário político: “Veio de uma leitura muito simples do cenário político, de que lado a gente está. Weverton esteve do nosso lado na luta em defesa do direito da classe trabalhadora, esteve do nosso lado durante o impeachment de Dilma, do ataque feito duramente por esse  Governo (se referindo ao governo de Bolsonaro) feito à democracia e principalmente no processo de libertação ao presidente Lula”, explica. Ele completa falando de lealdade: “Primeiro no sentido de lealdade de gratidão, segundo por uma questão de história, ele que milita desde a juventude e tem uma relação histórica com a classe trabalhadora, então é natural que diante da comparação entre um candidato e outro, nós da base do PT, não é Honorato só, tem um desejo de ter uma candidatura que sinta seu cheiro, que tenha sua cor, que reconheça seus direitos, e que tenha uma vida atuando em defesa de todos nós”, pontua.

A jornalista perguntou ainda se o grupo, que agora apoia Weverton, já havia cogitado apoio a Carlos Brandão. Ele negou dizendo: “Não, porque na realidade não tem relação, o Brandão era do PRB, do Psdb e agora por uma questão tática o governador Flávio Dino resolveu levá-lo para o PSB para tentar criar uma liga com o PT”, pontua. E ele lembra: “Uma liga não se cria dessa forma, se cria na luta, no dia a dia, numa construção verdadeira”.

Giovana Kury ainda questionou se não era contraditório o posicionamento municipal do partido ser diferente do partido nacional. Ele disparou: “O PT tem muitas posições distintas, nos dias 28 e 29 teremos um encontro de tática, porque hoje não temos nenhum candidato ao governo definido, nenhum candidato ao senado, candidatura de vice”, diz. E informa: “Quem vai definir isso são os 160 delegados que vão se reunir no encontro de tática para fazer o debate da conjuntura”, diz.

Sobre o apoio à candidatura de Lula e apoio a uma aliança com um senador que vai atuar com apoio ao presidente Bolsonaro, caso ele seja eleito para o senado, ele respondeu: “O nosso partido não está defendendo nenhuma candidatura que está alinhada com Bolsonaro, é bom que fique claro isso, agora a gente respeita o fato de ter sido feita uma carta compromisso, e essa carta ter sido rasgada, e o legítimo direito de os outros partidos escolherem outro candidato ao senado, isso é natural do ponto de vista tático e eleitoral, agora esse discurso de que Wevertom passou a ser bolsonarista chega a ser piada pra nós”, finaliza.

Veja as reportagem de Giovana Kury, na edição de hoje, no segundo bloco do Jornal da Guará, às 18h45 ao vivo clicando aqui.

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