domingo, 25 de setembro de 2022

IBGE: inflação de maio recua, mas chega a quase meio por cento

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a nossa inflação oficial do país. No mês de maio registrou alta 0,47%, um recuo de 0,59 ponto percentual (p.p.) da taxa do mês de abril, que ficou em 1,06%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,78% e, nos últimos 12 meses, de 11,73%, abaixo dos 12,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em 2021 o mês de maio registrou, a variação de 0,83%.

De acordo com a pesquisa, 8 dos 9 grupos de produtos e serviços investigados tiveram alta em maio. A maior variação foi do grupo de Vestuário, com alta de 2,11% e 0,09% de contribuição. O de maior impacto veio do grupo de Transportes com 1,34%, um recuou em relação ao mês anterior, que foi de 1,91%. 

O grupo de Alimentação e bebidas também desacelerou, registrando 0,48% em maio, no comparativo à alta de 2,06% em abril. O grupo de Habitação foi o único a apresentar queda 1,7% no período, contribuindo com um impacto de -0,26 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,04% de Educação e o 1,01% de Saúde e cuidados pessoais.

O resultado do grupo Vestuário (2,11%) foi influenciado principalmente pela alta nos preços das roupas masculinas (2,65%), das roupas femininas (2,18%) e das roupas infantis (2,14%). O item calçados e acessórios (2,06%) também registrou variação superior a 2% em maio. A exceção no grupo foram as joias e bijuterias, cujos preços recuaram 0,34%.

No grupo Transportes, a maior contribuição veio das passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido em abril (9,48%). Foi o maior impacto individual sobre o índice do mês (0,08 p.p.), juntamente com os produtos farmacêuticos (2,51%), que fazem parte do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,01%).

Os combustíveis desaceleraram em relação ao mês anterior, devido à gasolina, que passou de 2,48% em abril para 0,92% em maio. Houve ainda queda no preço do etanol, que, em abril, havia subido 8,44%. A desaceleração do grupo Alimentação e bebidas deve-se à alimentação no domicílio, que passou de 2,59% em abril para 0,43% em maio.

Wagner Matos – economista

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