Ilson Mateus afirma: “não quero vantagem a mais do que ninguém”


O empresário Ilson Mateus realizou uma entrevista coletiva na sede administrativa do Grupo Mateus na tarde desta quinta-feira (17) para esclarecer que não recebe um crédito tributário exclusivo do Governo do Maranhão e também aproveitou para demonstrar o balanço financeiro e o plano de expansão para os próximos cinco anos.

A convocação da imprensa por parte do empresário deu-se por conta da iminente falência do Supermercados Maciel que dentro das redes sociais foi imputada ao grande crescimento do Grupo Mateus com ajuda do Poder Público.

Mateus citou as duas principais normas tributárias para explicar a sua posição no mercado: o Decreto nº 31.287/2015 (Regime Tributário do Setor Atacadista) e a Lei nº 10.576/2017 (Regime Tributário dos Centros de Distribuição).

De acordo com a polêmica, a lei de 2017 teria sido promulgada exclusivamente para beneficiar o Grupo Mateus, ocorre que, de acordo com Ilson Mateus, a empresa não se enquadra nesta norma específica atuando dentro do decreto de 2015 que beneficiaria 105 empresas no Maranhão, incluindo os Supermercados Maciel.

“Não há nenhum benefício exclusivo ao Mateus. Como eu mostrei nesta relação das duas leis, nós conseguimos esses mesmos 2% de imposto nos enquadrando no Decreto de 2015”, afirmou. “Eu não quero nenhuma vantagem a mais do que ninguém. Apenas no mês de dezembro nós pagamos R$ 32 milhões de ICMS no Maranhão”.

Mateus também aproveitou para lamentar profundamente o envolvimento no nome da empresa no possível fechamento do Maciel. E comentou que estas “notícias falsas” têm afetado a imagem e a credibilidade da empresa e que os concorrentes estão se aproveitando do caso.

“Eu te confesso que em alguns momentos, para a gente que trabalha muito, não é fácil não. Nos últimos dias tenho sofrido com esses boatos, fornecedores, investidores e bancos estão ligando perguntando o que houve. Quem perde é o Maranhão”, afirmou.

Monopólio 

Mateus negou qualquer monopólio de sua empresa no mercado atacadista do Maranhão e reforçou a sua crença no mercado, além de citar a força de investimento de alguns concorrentes multinacionais.

“De monopólio eu só conheço empresas estatais, mais precisamente Petrobras e Correios aqui no Brasil. O que eu acredito é em trabalho e investir com inteligência, pois o mercado é senhor dele mesmo. Eu não tenho força de impedir ninguém de entrar no mercado do Maranhão”, explicou.

Além disso, Mateus afirmou que toda a sua estratégia é de sobrevivência. Com um faturamento de R$ 7 bilhões anuais, o Grupo Mateus está de olho na entrada de grupos como Carrefour, Pão de Açúcar/Assaí no mercado maranhense.

“Nós trabalhamos forte como uma grande equipe. Quando estes gigantes vierem para cá, eles não vem de brincadeira e não vão dar moleza. Por isso temos que estar bem preparados”, completou.