Julgamento do caso Ana Clara é adiado pela 3° vez


Foto: Luís Carlos/Tv Guará

Foi adiado, pela terceira vez, o julgamento do homicídio que vitimou a menina Ana Clara, em janeiro de 2014. Ela, que tinha apenas cinco anos, morreu depois de ter a maior parte do corpo queimado durante a ação de criminosos, liderados por uma facção criminosa, que ateou fogo ao ônibus onde ela estava.  O motivo para o adiamento foi o fato do advogado de um dos acusados ter renunciou ao caso. A nova data ficou para o dia 11 de novembro.

Na manhã desta segunda-feira (13), jurados e testemunhas foram convocados para a sessão. A mãe da menina Ana Clara não compareceu a audiência e nem justificou a falta. Já Márcio Rony, que se arriscou durante o incêndio para ajudar as vítimas do ataque ao coletivo, compareceu ao local e lamentou mais um adiamento. “A gente fica com um pouco de revolta, mas tem que aguardar porque é uma decisão judicial”, declarou Márcio Rony.

A primeira audiência aconteceu no dia 25 de agosto de 2015. Por determinação da justiça, o caso foi levado para júri popular, que deveria ter acontecido, nesta segunda-feira (13). O Promotor de Justiça, Reinaldo Campos, explicou que a lei garante ao réu um prazo de cinco dias para que obtenha um novo advogado e, se caso, na nova data do julgamento ele não o tenha, será nomeado um defensor público ou advogado dativo a ele. “O Ministério Público continua trabalhando firmemente para se fazer justiça no caso Ana Clara”, frisou o promotor Reinaldo Campos.

Na época do crime, cinco pessoas foram presas e um adolescente apreendido. Um dos seis envolvidos no atentado ao ônibus, Giheliton De Jesus Santos Silva, o ‘Paiacan’, morreu ao longo do processo, os outros cinco vão continuar aguardando o julgamento