Justiça absolve Elieser de acusação de tentativa de feminicídio


Elieser da Cunha Reis foi absolvido de tentativa de feminicídio e condenado, apenas, pelo crime de cárcere privado.

Nesta quarta-feira (12), o 1° Tribunal do Júri absolveu Elieser da Cunha Reis por crime de tentativa de feminicidio e o condenou a cumprir pena de 4 anos de reclusão, apenas, pelo crime de cárcere privado.  O júri popular foi formado por seis homens e uma mulher.

Elieser foi preso em flagrante no dia 5 de abril do ano passado, acusado de tentar matar a namorada, Weslayne Maiane Correa, no quarto do Motel Wall Street, na Areinha.  Segundo testemunhas antes de se entregar à polícia, Elieser disparou um tiro na região da cabeça da vítima. Weslayne sobreviveu, mas perdeu a visão do olho direito. Ela acompanhou o julgamento, mas não quis falar com a imprensa.

“O entendimento do júri popular foi de que Elieser manteve a vítima no cárcere privado porque levou ela até o hotel e manteve em cárcere privado.O júri entendeu que o tiro que a atingiu saiu de armas de policiais. Isso não está comprovado nos autos. Mas é uma discussão que foi alimentada no plenário. E a decisão dos jurados é soberana. Se o Tribunal entender que o julgamento foi contrário a prova dos autos, ele anula esse julgamento. E manda fazer um novo julgamento, no qual ele poderá ser absolvido ou condenado pelos dois crimes”, esclarece o juiz Osmar Gomes dos Santos.

O Ministério Público recorreu da decisão dos jurados em plenário alegando que a absolvição é contrária as autos.

“Nós estamos recorrendo da decisão porque entendemos que a decisão desse conceito de sentença foi contrária a prova dos autos. Absolveu ele. E o acusado confessa que atirou na vítima, causando  as lesões”,  disse Luis Carlos Duarte, Promotor de justiça.

Relembre o caso
Elieser da Cunha Reis não aceitava o fim do relacionamento de 8 anos. E no dia 5 de abril do ano passado, ele abordou a mulher com uma arma e a obrigou ir para o motel onde tudo aconteceu.

Em meio as negociações policiais, Elieser afirmou que só se entregaria na presença da imprensa. O jornalista Franco Monte, do programa policial ‘Honda 23’ da Tv Guará, participou da negociação para que Elieser soltasse Weslayne. O jornalista testemunhou quando a arma foi disparada.

Durante o processo, o acusado tentou responder em liberdade pedindo que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares, mas teve o pedido negado.

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