domingo, 25 de setembro de 2022

Mercados internacionais em baixa, desemprego no Brasil e racionamento na Alemanha: notas de economia

Na quarta feira, os mercados internacionais fecharam em baixa, devido às divulgações da inflação da Espanha com alta de 9,8%, Alemanha com alta de 7,3% e os dados do PIB americano que veio abaixo das projeções. Enquanto no Brasil, a bolsa brasileira teve um dia positivo, o Ibovespa fechou com alta 0,2% aos 120.259 pontos, tendo como suporte as valorizações do petróleo e do minério de ferro.

CADASTRO DE DESEMPREGADOS

O IBGE divulgou o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em fevereiro, o saldo de empregos com carteira assinada ficou em 328.507 vagas, no acumulado do ano, de janeiro a fevereiro registrou 478.862 postos de trabalho e nos últimos 12 meses totalizam 2.582.497 vagas. Já no Maranhão, o (CAGED) apresentou saldo de empregos com carteira assinada de 3.495 novos empregos, no acumulado ano 2022 registrou 4.086 postos de trabalho e nos últimos 12 meses totalizam 40.624 vagas com carteira assinada.

RACIONAMENTO DE GÁS NA ALEMANHA

A Alemanha anunciou o seu plano de racionamento de gás natural, na tentativa de controlar os seus estoques até ter uma menor dependência da Rússia. A indústria alemã será a mais afetada para dar prioridade às residências e aos serviços públicos, com isso, gera uma escalada no preço do petróleo. Esta situação reafirma a nossa recomendação de continuar com as ações brasileiras do setor de exportações.

IMPORTAÇÕES DA UNIÃO EUROPEIA

Em 2020, a União Europeia (UE) importou 58% da energia consumida, já que a sua capacidade de produção própria atendia apenas 42% da sua demanda interna. 
A matriz energética da UE em 2020 consistia em 35% de petróleo e seus produtos petrolíferos, 24% de gás natural, 17% de energias renováveis (verde), 13% de energia nuclear e 11% de combustíveis fósseis sólidos (carvão). A Rússia é o principal fornecedor de gás natural, petróleo e carvão. as importações atendiam 24% das necessidades energéticas da UE. O gás natural, um importante combustível para a produção de eletricidade e aquecimento na região, foi o combustível com a maior dependência das importações da Rússia. Em 2020, a UE recebeu 46% das suas importações de gás natural deste fornecedor, atendendo 41% da energia disponível derivada do gás natural. 
O petróleo bruto, commodity essencial para a produção de combustíveis para transporte e para a indústria petroquímica, foi a segunda maior exposição às importações da Rússia. A UE contou com este fornecedor em 26% das suas importações de petróleo bruto, onde atendeu 37% das necessidades energéticas da UE. 
Por fim, os combustíveis fósseis sólidos, como o carvão, tiveram a menor dependência de importação da Rússia, que forneceu 19% do uso de combustíveis fósseis sólidos. A UE também importou 53% da hulha (tipo de carvão mineral) da Rússia, que representou 30% do consumo interno na UE. 

Wagner Matos – economista

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