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Política

Movimento contra Bolsonaro tem mais de 1 milhão de participantes

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O grupo contra Bolsonaro pretende realizar manifestações contra o candidato / (Foto: Fernando Frazão)

Diversas mulheres se uniram em protesto ao candidato Jair Bolsonaro do PSL. Não é novidade o índice de reprovação dele por parte do eleitorado feminino. Apenas 14% das mulheres aprovam o candidato. E, um grupo de mulheres se uniu nas redes sociais contra o presidenciável.

O grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro” no Facebook segundo as administradoras já mobilizou mais de 1,2 milhões de mulheres e são registrados 10.000 novos pedidos de participação por hora. O grupo é fechado. Porém o número visível de participantes do movimento, até o momento desta publicação, era de 989. 948 mil membros. Segundo uma das administradoras o número de mais de 1 milhão de usuários corresponde também aos perfis que ainda aguardam a provação para entra no grupo.

Print tirado do grupo do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” 14/09/2018

A descrição do movimento é “Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força! O reconhecimento da força da união de nós mulheres pode direcionar o futuro deste país! Bem-vindas aquelas que se identificam com o crescimento deste movimento”.

OUTRAS  INFORMAÇÕES

O grupo foi criado no último dia 30 de agosto e com 24 horas já alcançava 600.000 participantes. O rápido crescimento já se desdobrou na convocatória de uma manifestação contra o candidato, em 29 de setembro, em São Paulo, que já conta com 40.000 confirmações de assistência. O objetivo, assegurou Teixeira uma das administradoras do grupo, é realizar atos similares em outras cidades do país.

Como reação, nesta quarta-feira, um outro grupo chamou a atenção no Facebook: “Mulheres unidas a Favor de Bolsonaro”, com cerca de 38.000 participantes, mas que, curiosamente, foi criado e é administrado por um grupo de homens.

Na plataforma da rede social, as postagens do grupo contra Bolsonaro criticam não apenas as propostas do candidato, como a flexibilização do acesso a armas, mas principalmente suas declarações em relação à brecha salarial de gênero.

O grupo se define como apartidário (“A única bandeira é ser anti-Bolsonaro”, diz Teixeira), mas existem postagens fixas sobre os demais candidatos à presidência, nos quais as simpatizantes de cada um podem publicar informações sobre eles e suas propostas.