terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

“Nossa missão não é chegar ao poder”, diz Preta Lu

preta lu

A candidata Luciana Correa, mais conhecida como Preta Lu (PSTU) foi a terceira a participar da Sabatina Guará entre os que buscam uma vaga ao Senado Federal. Preta Lu é estudante de História pela Universidade Federal do Maranhão, cantora de Rap e militante do Quilombo Urbano.

Preta disse que ser senadora porque o  PSTU acredita na participação política das classes menos favorecidas como os trabalhadores, os negros e as mulheres. “Nós sentimos a necessidade de intervir de uma forma mais atuante. Denunciamos a democracia que chamamos de burguesia”, ressaltou a candidata.

“Nossa missão não é chegar ao poder”

Preta Lu disse que o PSTU não é um partido eleitoreiro. De acordo com a candidata a missão não é só chegar ao poder. “Nós queremos trazer a classe política para participar de verdade, precisamos falar de política no nosso cotidiano”, declarou a candidata.

Falta de espaço na mídia

A candidata criticou o modelo que ela chamou de controle burguês e midiático das eleições, que impossibilita a participação de partidos pequenos na maioria dos debastes em grandes veículos de comunicação. “Nós estamos muitas vezes impossibilitados porque na política e a sociedade, o comando é dos mais fortes. O PSTU luta para que a classe trabalhadora tenha voz”, ressaltou.

 

“A classe trabalhadora não se sente sujeito da mudança”

Preta Lu rebateu o conceito de que a classe trabalhadora não escuta partidos que levantam essa bandeira. Para a candidata, existe no Brasil uma política de controle social, a ideia de que  uma classe é  da ideologia dominante, e a outra dominada.

Segundo ela, a mídia reforça e reverbera essa ideologia.” Existe uma manutenção por meio de veículos e grupo de comunicação. Por exemplo, o sistema cria maneiras para desfavorecer os partidos menores, isso faz parte da dominação. A intenção é que partidos como o nosso, não falem para toda a sociedade”, declarou.

A candidata defende que  as pessoas se sentem identificadas com nosso discurso, principalmente pela situação de descaso. Mas não se sente como sujeito que pode fazer essa mudança. ” Nós precisamos reacender a chama desses trabalhadores por uma esperança democrática”, conclamou.

Preta Lu destacou que existe uma cultura que todo mundo quer entrar na política para se dá bem. E defendeu que tanto ela, como o PSTU  acreditam que a classe trabalhadora precisa se unir.

O discurso do ódio

Sobre o momento atual de polarização política e discurso de ódio principalmente na internet. A candidata disse que o país tem uma cultura de violência muito forte. E que se reproduziu em todos os âmbitos, principalmente no discurso muito falado, até em programas policiais de TV, que “bandido bom, é bandido morto”.

Ela associou essa mentalidade de ódio com o sucesso de Jair Bolsonaro (PSL), por que acredita que o candidato à Presidência da República amplifica essa ideia de violência.

Coletivizar as riquezas

A candidata citou que o brasil é um país rico, no entanto desigual. E que a visão socialista do seu partido é estatizar e coletivizar grandes conglomerados industriais. “Grandes empresas estão cada vez mais produzindo e com menos trabalhadores, os empresários mais ricos e os trabalhadores mais pobres”, ressaltou a candidata.

Segundo ela, esse é o ideal do sistema capitalista, que só visa o lucro. “O Capitalismo destrói  em uma velocidade muito grande. Ele assim como outros sistemas, vai acabar um dia. Nossas riquezas naturais, não vão suportar por muito tempo”, disse a candidata.

 

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