Delegado Thiago Bardal é exonerado de cargo, após suspeita de envolvimento com quadrilha

Posted On Quinta, 22 Fevereiro 2018 17:34 | Geraldo Iensen e Lidiane Alves

Thiago Bardal é um dos nomes suspeitos de envolvimento na organização criminosa que atuava como milícia em São Luís. A informação foi dada pelo Secretário de Segurança Pública, Jeferson Portela, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (22). Tiago Bardal era o Superintendente de Investigações Criminais da SEIC e foi exonerado hoje mesmo pelo secretário.

Segundo o secretário Jeferson Portela, esta pode ser uma das maiores organizações criminosas dos últimos tempos no Maranhão.

O valor da mercadoria encontrada no sítio, alvo de buscas, é de mais de R$ 2 milhões. São cigarros, bebidas e armas.

13 pessoas já foram ouvidas e 8 pessoas foram presas. 

A investigação está em andamento, nada foi concluído ainda. O delegado Bardal está sendo ouvido.

Entenda o caso

Uma operação, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (22), culminou, inicialmente, na prisão de dois policiais, supostamente envolvidos em uma milícia, na capital maranhense.

A ação envolveu Polícia Militar e Polícia Civil do Maranhão coordenada pelo próprio secretário Jefferson Portela e o Comandante da PMMA, Coronel Pereira.

Na entrada da comunidade  Arraial, no bairro Quebra Pote, localizada na zona rural de São Luís, a equipe de policiais da PM que se dirigia para um sítio suspeito, abordou um carro, onde estava o delegado Thiago Bardal. Ele se identificou aos policiais, que revistaram o carro e não encontraram nada.

Como o delegado não foi motivo de suspeita pela equipe policial, foi liberado. Segundo o secretário Portela, por este motivo o delegado não foi preso em flagrante. “Se ele estivesse no sítio, junto com os outros policiais, teria sido preso em flagrante delito”, afirma o secretário.

Na sequência das investigações, as suspeitas contra Bardal aumentaram, o que ocasionou a exoneração.

Outros envolvidos

Entre os envolvidos na investigação estão: um cidadão chamado Rogério,  ex-vice-prefeito de São Mateus, agindo como  agenciador de todos os atos feitos no sítio, inclusive quem providenciou o contrato de locação do sítio; o Major Luciano Farais Rangel, subcomandante do 21° BPM; Joaquim Carvalho Filho, 2° sargento PM e o policial militar Fernando Paiva Moraes Júnior.

Aguarde mais informações.

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