Jovem descobre aos 16 anos que nasceu sem útero e vagina

Posted On Quinta, 11 Janeiro 2018 08:39 | Da redação

'Descobri aos 16 anos que nasci sem útero e vagina'

A jovem Joanna Giannouli, de 27 anos, sofre de uma condição que determinou que ela nascesse sem vagina, colo do útero e útero. Em entrevista dada a BBC, explicou os desafios de viver com uma síndrome que afeta uma em cada 5 mil mulheres no mundo.

Joana contou que quando foi pela primeira vez ao médico, o pai dela tentou mostrar coragem. A mãe da garota, por outro lado, não aceitou de inicio e fez com que ela se sentisse culpada pelo que tinha acontecido e foi muito doloroso vê-la daquela maneira.

"Minha mãe acredita que pode ter feito algo de errado durante a gravidez. Eu já expliquei que não foi isso, apenas genes.Minha condição é estigmatizada. E o mais doloroso foi quando meu parceiro me abandonou depois de descobrir o que tinha", contou ela.

"Felizmente, pelos últimos cinco anos estive em um relacionamento amoroso estável. Ele soube desde o início e escolheu ficar comigo. Sabe que nosso futuro não terá crianças. Ele está OK com isso e eu também.Sou uma das pessoas mais afortunadas (com essa condição). Minha mãe me levou ao médico quando eu tinha 14 anos porque eu não estava menstruando. Ele não me examinou porque não queria tocar minha genitália e, quando fiz 16 anos, fui enviada a um hospital para um check-up. Os médicos descobriram que eu não tinha canal vaginal e sofria da Síndrome de Rokitansky. Tinha nascido sem uma vagina funcional e os médicos tiveram que construir uma para mim para que eu pudesse ter relações sexuais."

O que é a síndrome de Rokitansky


A condição se refere a mulheres que nascem com vagina, colo do útero e útero subdesenvolvidos ou ausentes.

Mulheres com essa síndrome têm ovários e genitália externa (vulva), desenvolvendo também pelos púbicos e seios. Um dos primeiros sinais da síndrome é que uma menina não menstrua. O sexo também é dificultado porque a vagina é mais curta que o norma.

"Já faz 10 anos da cirurgia. Ainda me sinto mal, mas não tenho mais vergonha. E sei que não posso mudar as coisas, preciso aceitar e viver com isso.Mas aprendi uma lição. Não acredito em Deus, mas vi tudo isso como um chamado: nunca ache que as coisas estão garantidas.Renasci. Antes de tudo isso eu era uma típica adolescente, com altos e baixos. Depois disso, realmente amadureci. Cresci rapidamente."

Afiliada