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Senador Roberto Rocha: “É hora de jejum ideológico”

Posted On Quarta, 04 Outubro 2017 18:43 Escrito por
Senador Roberto Rocha: “É hora de jejum ideológico” Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Roberto Rocha, eleito pelo PSB, acaba de se filiar ao PSDB. Depois de muita disputa dentro do partido socialista, Rocha volta ao ninho tucano, no qual esteve por 16 anos; se desfiliou em 2011, por conta, segundo ele, de desavenças regionais.

No último ano, o PSB teve voltas e reviravoltas. Primeiro Rocha assumiu (pelas mãos do filho, o ex-vereador Roberto Rocha júnior) a executiva municipal do PSB, levando o partido a compor com Wellington do Curso, uma chapa à prefeitura de São Luís.

Num contra-ataque, Bira do Pindaré, com o apoio da executiva estadual retomou a partido das mãos de Júnior e expulsou Roberto Rocha.

O senador, que já cultivava asas fortes, voou para o ninho tucano, onde foi recebido de braços abertos pela cúpula da executiva nacional. Por falar em voo, muitos membros do partido, no Maranhão, prometiam uma revoada em bandos, caso o partido aceitasse a filiação de Roberto Rocha. Bom, tá filiado.

 O atual presidente do PSDB no Maranhão é o vice-governador Carlos Brandão. O partido tem, também, o deputado Neto Evangelista numa secretaria do Estado e o apoio, na assembleia legislativa, do deputado tucano Sergio Frota. Estes dois foram convidados para a solenidade de posse de Rocha em Brasília, mas não foram.

Representando o Maranhão estava o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, que não teve o nome citado por Rocha, no pequeno discurso que fez. Madeira foi salvo por Tasso Jereissati e pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, que fizeram questão de lembrar dele como linha de frente do PSDB no Maranhão.

Roberto Rocha começou o discurso citando São Francisco de Assis e terminou com padre Antônio Vieira, isso independente da polêmica entre franciscanos e jesuítas. Entre um e outro, sobra a fala de Tasso Jereissati, que chamou o senador maranhense de “filho pródigo”... que a casa torna. Talvez, também, independente da parábola de São Lucas, do filho pródigo, gastador, esbanjador e perdulário que volta a casa depois de perder tudo.

Resta, agora, saber o que será do PSDB maranhense. Se sai do colo do governador. Se perde seus quadros. Se ganha outros. Para que ninhos vão os tucanos fieis ao governo. Esse “se”, partícula mínima que torna a língua portuguesa essa calda de pavão, essa complexidade que se estende á política.

Mas há mais complexidades. Como disse o Senador Roberto Rocha (PSDB-MA) ao assinar a filiação: “Estamos literal e metaforicamente quase no apagão democrático. Não se trata mais de ‘fora Lula’, ‘fora Dilma’, ou ‘fora Temer’, a questão, agora, é a República e a Democracia; essas que estão ameaçadas”. E ainda acrescentou duas pérolas: se disse (como Roseana) “Perplexo de ver o exército nas ruas” e que “É hora de jejum ideológico”.

Seja lá o que quer que isso signifique. Talvez o mesmo que o jejum do vereador Marquinhos.

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