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Chuvas e infraestrutura de São Luís: uma calamidade que não poupa ricos, nem pobres

Posted On Segunda, 16 Abril 2018 18:34 Escrito por

A chuva forte no começo do dia não poupou nenhuma parte da cidade de São Luís. Foi uma manhã tensa, com engarrafamentos imensos, protestos em vários pontos, como Santa Bárbara, onde a população interditou a Av. Independência desde às 04h da manhã  pedindo melhorias na infraestrutura do bairro.

Na Avenida Colares Moreira, em frente ao shopping do bairro Renascença, era tanta água que as pessoas desciam dos ônibus e ficavam nas paradas, sem ter como sair. Um pouco mais a frente, em um ponto onde já ocorreram diversos alagamentos, um carro de luxo foi abandonado, com mais da metade imersa na enxurrada.

Também no São Francisco vários casos de pane nos veículos, além de pneus cortados. Algumas residências tiveram os portões arrancados pela força das águas.

Na Cohama, o alagamento aconteceu próximo a uma escola. O retorno do Olho D’Água sumiu debaixo da poça que se formou sobre ele. O muro de um condomínio no bairro Cohafuma veio abaixo com a força das águas. No Mercado Central, o posto de combustível ficou alagado e não teve como atender os clientes.

Na Praça Maria Aragão, um ônibus também ficou no prego. Duas mulheres ficaram presas dentro de um carro e o Corpo de Bombeiros teve prestar auxílio. Foram seis chamados de emergência em menos de duas horas.

No bairro Divinéia, uma das cenas mais lamentáveis. Casas sendo invadidas pelas águas. Moradores lutando para esvaziar os cômodos. Muros também caíram. Nem mesmo batentes seguraram a enxurrada. Em protesto, populares abriram uma vala no meio da rua. Os alagamentos por aqui também são provocados pelos bueiros entupidos.

As repartições públicas também sofreram prejuízos. O 6º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo, no Monte Castelo, suspendeu o atendimento ao público, por conta de os equipamentos terem sido desligados para evitar curtos-circuitos. O 9º Juizado Cível, Cohama foi alagado e também teve o expediente foi suspenso.

O expediente no prédio-sede da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-MA), no Centro, foi suspenso no início da tarde, em virtude da falta de energia; oscilações na rede elétrica; e não funcionamento da rede de dados e internet.

Aos moradores restaram os protestos disparados às dezenas para grupos de whatsapp em forma de fotos ou de vídeos. Imagens dramáticas, mostrando o sofrimento de uma população que não tem infraestrutura para enfrentar sequer uma chuva intensa, seja em bairros da periferia ou nos bairros elegantes da orla. Abaixo o registro indignado e aflito de uma mulher com a casa prestes a ser invadida.    

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