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O novo lockdown da China provoca a quebra das cadeias de suprimentos globais e o Brasil?

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Estamos presenciando mais uma vez, a paralisação das atividades na China devido ao Covid-19. A variante ômicron provocou novo lockdown na China, esta forte interrupção nas cadeias de abastecimentos de matérias primas e produtos com demanda global prejudicam diversos setores. Lembrando que, ainda sofremos com as consequências da guerra, principalmente, nas áreas energéticas, minerais e alimentícias. Já temos setores, como o de eletroeletrônicos, informática, telecomunicações e automobilístico, que fecharam ou reduziram as suas unidades de produções, agora.

O cenário pode ser confirmado pelo congestionamento logístico histórico nos portos chineses e um reflexo negativo no nível de investimentos e de empregos em vários países. Além disso, temos as questões geopolíticas que criam (forçam) embargos/sanções, que estão intensificando a volatilidade nos preços de commodities, produtos e serviços, evidenciando a necessidades de alinhar os interesses comerciais entre os países. A situação pode ir além da indústria, atingindo outros setores como o do comércio e de serviços. Também, temos que observar a queda na arrecadação de impostos, perda de renda das pessoas e enfraquecimento político dos governantes e ampliação da inflação e do desemprego.

Essa concentração de crises sucessivas geram diversas consequências, que vão se estender pelo longo prazo. Chamo à atenção, para a última das crises, a crise alimentar que se agiganta a cada dia pelo mundo. Com base em informações e dados, chego a seguinte conclusão, que o Brasil pode e deve tirar proveito da sua grande capacidade mundial de produtor de alimentos, e planejar um crescimento forte do seu agronegócio, em conjunto com a iniciativa privada, governo brasileiro, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e ONU com o objetivo de atender a maior parte da demanda mundial de alimentos. Finalizo, que a nossa classe política tem que evoluir e entender rapidamente esta oportunidade única que apareceu e transformar o Brasil definitivamente em uma referência agrícola e econômica mundial.

Wagner Matos – economista

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