Operação prende grupo que aplicava golpe pelo Whatsapp


Polícia Federal

A Polícia Federal, em parceria com a Polícia Civil, deflagrou na manhã desta terça-feira (17), a Operação SWINDLE, com objetivo de desarticular grupo que realizava clonagens de números telefônicos para aplicar golpes via aplicativo de trocas de mensagens.

Policiais Federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Maranhão e Mato Grosso do Sul.

O grupo abria contas bancárias falsas e utilizava contas “emprestadas” por partícipes para receber valores provenientes das fraudes aplicadas em razão do desvio dos terminais telefônicos, em que os agentes criminosos se “apossavam” das contas de WhatsApp de autoridades públicas e, fazendo-se passar por estas, solicitavam transferências bancárias das pessoas constantes de suas listas de contato.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato e associação criminosa, previstos nos arts. 154-A, §3º e §5º, e 171, §3º e 288 do Código Penal Brasileiro.

Como resultado da operação em São Luís, foi preso o “empresário” Leonel Pires Júnior, apontado como líder do grupo, além de outras seis pessoas. Leonel foi levado à Superintendência da Polícia Federal, no Cohama, e os outros foram para a Superintendência de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de Fátima.

“Leonel Pires Júnior é um dos cabeças deste golpe do Whatsapp desde 2016. Ele consegue resgatar os chips e faz uma cadeia de pessoas que aliciam contas e pessoas que dão suas contas para fazer estas transferências ilegais”, afirmou o delegado Leonardo.

Entre as vítimas da clonagem de número estão uma série de deputados maranhenses como Adriano Sarney e Valéria Macedo.

Modo de operação

O bando clonava as linhas telefônicas e solicitava empréstimos perante os contatos do titular da linha clonada. Os suspeitos clonaram os aparelhos da governadora do estado do Paraná Maria Aparecida Borghetti, além de vários Deputados Federais, Estaduais e Ministros de Estado.

A organização criminosa aliciava laranjas para abrir contas e receber as transferências bancárias da lista de contatos das vítimas.

Os golpistas se passavam pelas autoridades, alegando que tinham seu limite de transferência bancário excedido e solicitavam que a pessoa da lista de contatos da agenda telefônica fizesse uma transferência complementar para uma conta dada pelo falsário. Em alguns casos os golpistas encaminhavam boletos a serem pagos pelas vítimas, que acreditavam estar fazendo um favor para os mesmos.