Atendendo o convite feito pela direção de jornalismo da emissora, a partir de hoje, estarei dando início a minha coluna no Portal da TV Guará. O objetivo, não apenas enquanto vereador de São Luís, mas, também, como cidadão, é discutir com toda à sociedade os encantos e problemas cotidianos da Grande São Luís.

Em nosso primeiro contato, o Plano Diretor da capital será o assunto abordado. Entretanto, levando em conta a magnitude do tema, esmiuçaremos os pontos específicos do novo Plano Diretor, proposto pela Prefeitura de São Luís, nas próximas quatro semanas.

O Plano Diretor é um importante instrumento que norteia a política de desenvolvimento dos municípios. Cada cidade deve ter o seu, segundo o que está previsto no Estatuto das Cidades.

Em termos gerais, este Plano Diretor deve conter políticas de desenvolvimento municipal – que inclui crescimento social, econômico, cultural e ambiental – além de planejamento territorial. É importante ressaltar que São Luís já está atrasado, no tocante à matéria, pois o primeiro e único é datado de 2006.

Nós – enquanto ludovicenses – já deveríamos está sendo norteados pelas diretrizes atualizadas. No entanto, o novo Plano Diretor para a cidade ainda está no plano das ideias.
Somente na semana passada, o prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) – entregou a proposta do novo Plano Diretor ao presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT). Se os prazos fossem obedecidos, este novo Plano deveria ter sido apresentado e votado pelos vereadores em 2016.

Este atraso não é algo que possamos considerar irrelevante. Longe disto. São Luís com seu planejamento desatualizado – deixou de buscar verbas voluntárias junto ao Governo Federal, que poderiam ser aplicadas em políticas públicas em prol da sociedade.

Perdemos ainda – todos nós ludovicenses – investimentos que poderiam ter chegado à capital maranhense, resultando na perspectiva de emprego para os cerca de 16% da população que estão desempregados. Perde a Cultura, perde o meio ambiente, perde empresários e investidores. Em suma, perde a sociedade.

No próximo artigo, começarei a mostrar os pontos da nova proposta do Plano Diretor. Seus erros e acertos. Os riscos para a sociedade, principalmente, a parcela mais pobre da população e a falta de transparência (até um momento) para a criação de instrumentos que mexerá na cidade de todos os ludovicenses e, por isso, não deve ser aprovado pelos vereadores sem que a sociedade saiba exatamente o que está sendo posto em jogo, bem como o preço que todos nós poderemos pagar nos próximos dez anos.