sábado, 25 de junho de 2022

G10 Editora

Poeta Eduardo Júlio lança 3º livro de poemas: “O sopro do lugar junto ao tempo”

Encontro será realizado no bar Faladeli, na rua do Egito (ao lado do antigo prédio da Assembleia Legislativa)

Depois de ter sido finalista do prêmio Jabuti edição 2021, o poeta e jornalista maranhense Eduardo Júlio apresenta, nesta sexta-feira (27), às 19h, na tabacaria, bar e café Faladeli (Rua do Egito – Centro), o seu terceiro livro de poemas: “O sopro do lugar junto ao tempo”. O lançamento terá a participação do DJ Jorge Choairy, com uma programação de rock e música brasileira.

Assim como no livro “O mar que restou nos olhos”, a nova publicação traz o selo da editora carioca 7Letras e é composta de 43 poemas, a maioria elaborada nos últimos dois anos, ou seja, no período mais intenso da pandemia. “Os poemas foram motivados pela rotina de observar a cidade ou o mundo pela janela, de refletir sobre a existência, tentando transpor o limite do alcance da vista”, afirma o autor.

Obviamente, a maior parte dos textos trata da clausura pandêmica e da consequente fuga imaginária provocada pela reclusão. Entretanto, Eduardo Júlio enfatiza que o leitor nem sempre vai encontrar uma relação tão direta com a pandemia, mas muito mais com as condições de temor, incerteza e volatilidade existentes no mundo atual. “A imprevisibilidade aparece como metáfora ou como narrativa”, completa.

A referência ao mar continua, a exemplo do poema de abertura (cujo título é homônimo ao livro anterior), mas a citação às ondas aparece mais esporádica, embora continue a marcar a poética do autor, exatamente como confirma o poeta Samuel Marinho no texto da orelha: “O encantamento com as águas, que inebria ainda mais o texto toda vez que o poeta carrega o mar em seus versos, talvez seja reflexo de uma poética que se realiza a partir de ausências. Fato é que, tendo passado a infância em lugares mais áridos, ao chegar a estes tristes trópicos, o poeta se rendeu à ‘transpiração fascinante de grandes ondas quebradas’ e toda sorte de sensações litorais”.

Outro conjunto de poemas remete à memória da infância passada no Oriente Médio, na cidade de Basra, no Sul do Iraque, onde viveu com os pais por cinco anos. “Com o passar do tempo, detalhes dessa experiência surpreendentemente voltaram à memória, como se tivessem acontecido há pouco tempo, sendo reelaborados em forma de poesia”, ressalta.

No prefácio, de autoria do também poeta e jornalista Félix Alberto Lima, são destacados os variados caminhos sugeridos em “O sopro do lugar junto ao tempo”. “Este terceiro livro de poemas de Eduardo Júlio respira e transpira fora do quarteirão da quarentena. Nele, o autor, com sua rajada de versos, irrompe a espessa casca do espaço-tempo: de um lado, uma nuvem sobre a sala, as cidades que habitam o poeta, a montanha à espreita e o mar além; de outro, a miragem líquida de anteontem, a poeira no deserto dos olhos no presente e o atalho nefando para o amanhã que não ri, que não rima”, reflete Félix Alberto.

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