Políticas públicas será o tema da Campanha da Fraternidade


A Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma um dos períodos mais importantes para a Igreja Católica. A data também abre as ações da Campanha da Fraternidade, vivida pela Igreja no Brasil durante o período quaresmal. A atividade, que acontece desde 1964, quer chamar a atenção da sociedade para problemas que afetam os brasileiros, buscando caminhos de superação para essas adversidades. Neste ano, as reflexões giram em torno do tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, e lema, “Serás libertado pelo direito e pela justiça”.

O lançamento da Campanha da Fraternidade 2019, na Arquidiocese de São Luís, ocorre, como de costume, no Ginásio Georgiana Pflueger – Castelinho, no sábado 9 de março, com concentração a partir das 14h30. A santa missa, às 17h, será presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom José Belisário da Silva, e reunirá, padres e diáconos, religiosos e religiosas, autoridades e o povo de Deus. A celebração marca a abertura oficial da CF 2019 na Igreja de São Luís.

De acordo com a Arquidiocese de São Luís, o objetivo da campanha deste ano é “estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”. Ainda, segundo o documento base, “refletir sobre Políticas Públicas é importante para entender a maneira pela qual elas atingem a vida cotidiana, o que pode ser feito para melhor formatá-las e quais as possibilidades de se aprimorar sua fiscalização”

Reflexão

O bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Esmeraldo Barreto, explica que, “em preparação à Páscoa de Jesus, a Quaresma é oportunidade singular para aprofundarmos a vivência da fé em Jesus Cristo que implica a vivência do amor às pessoas, considerando também as realidades em que vivem. Em nossa cidade, município, estado e em nosso país, há problemas que são gritantes aos quais não podemos ficar indiferentes!”, e acrescenta: “tratar desse tema como Campanha da Fraternidade não atrapalha em nada a Quaresma. Ao contrário, é uma forma de vivenciar a espiritualidade quaresmal. Se o levarmos a sério, será uma grande oportunidade para que questões tão relevantes não fiquem reservadas aos gabinetes do poder legislativo, executivo ou judiciário. Poderemos assumir gestos que marcarão a vida da nossa rua, da comunidade, do bairro, do município, da região metropolitana e da área continental também”.