sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Prefeitura entrega “Centro Acessível”, no Centro Histórico de São Luís

Para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – 21 de setembro – bem como dar prosseguimento às celebrações do aniversário de 410 anos de São Luís, o prefeito Eduardo Braide entregou as obras do programa Centro Acessível, no Centro Histórico da cidade. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semispe), em colaboração com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (Semeped), e tem como objetivo fazer de São Luís uma cidade mais inclusiva para maranhenses e turistas com deficiência ou mobilidade reduzida. As intervenções de acessibilidade contemplam o perímetro que compreende a Travessa Boa Ventura, a Rua da Estrela e a Rua Portugal.

O projeto é inédito na capital maranhense e integra a política de acessibilidade e atenção à pessoa com deficiência presente na gestão do prefeito Eduardo Braide. “Nosso Centro, que é histórico, agora passa a ser também mais humano com a entrega do Centro Acessível, uma obra de requalificação do espaço, possibilitando acessibilidade às pessoas com deficiência a este local que é Patrimônio Mundial e, agora, verdadeiramente, passa a ser de todos e de todas”, destacou o prefeito Eduardo Braide ao lado da vice-prefeita, Esmênia Miranda.

O conjunto de obras do programa Centro Acessível contemplou a implantação de rotas acessíveis com a construção de rampas, travessias elevadas de pedestres, alargamento de passeios, implantação de mobiliário urbano (bancos, bicicletário e lixeiras), reforma de banheiros públicos acessíveis, sinalização em braille, melhoria da iluminação, paisagismo e a retirada de obstáculos.

Foram realizadas, ainda, intervenções e melhorias como a instalação de piso intertravado no estacionamento da Praia Grande, instalação das travessias elevadas nas ruas Portugal e da Alfândega, Beco Catarina Mina e Travessa Boa Ventura.

“Na semana da pessoa com deficiência, entregamos uma obra tão significativa para a cidade de São Luís, Patrimônio Mundial. Aqui conseguimos adaptar da maneira mais adequada, conforme os órgãos de patrimônio, para que todos tivessem acesso a este perímetro muito aprazível da cidade que antes era complicado de acessar. Hoje podemos dizer que as obras entregues fazem com que possamos acolher melhor todas as pessoas da nossa cidade”, destacou a secretária da Semispe, Verônica P. Pires.

 Centro

A gestão do prefeito Eduardo Braide vem fazendo importantes investimentos no Centro Histórico de São Luís para recuperar, preservar e valorizar o acervo arquitetônico reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), desde 1997. Ao todo, foram investidos por meio do Programa Centro Acessível, R$ 1.593.943,34 na adequação de ruas, calçadas e pontos turísticos.

O secretário da Semeped, Carlivan Braga, destacou a participação da sociedade civil organizada no processo de implantação das obras do programa Centro Acessível. “Hoje estas obras estão sendo entregues não somente para a pessoa com deficiência, mas com sua efetiva participação e com a preocupação de que o ambiente continue sendo histórico e, ao mesmo tempo, acessível. Esta é uma luta do movimento das pessoas com deficiência. Há 12 anos o movimento vem lutando para que o Centro, de fato, seja acessível”, observou o titular da Semeped.

Vilson Moraes, pessoa com deficiência visual, frisou as melhorias que o programa traz para os habitantes da cidade, em especial, os deficientes. “O acesso é muito facilitado quando a gente tem autonomia. Antes, quando precisava vir ao Centro, era mais vulnerável exatamente porque não havia condição de autonomia. Com o programa, as obras não ficaram apenas no arquitetônico, mas no comunicacional. Ainda existem barreiras a serem vencidas, mas o primeiro passo já foi dado”, acrescentou.

Para a presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Andreia Coutinho, o programa é de grande importância para esta parcela da população. “Abre espaço para que a pessoa com deficiência participe da vida da cidade. Aqui será um espaço onde o cadeirante, o deficiente visual e outros terão mais acessibilidade física, mas precisamos também das atitudes que com o tempo, vai se adequar. É de extrema importância termos as placas em braile, as pessoas saberem Libras, enfim. Hoje o movimento está bem contente com esta entrega no Centro Histórico”, disse Andreia Coutinho.

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