segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Prévia da inflação divulgada pelo IBGE apresenta maior variação para o mês de abril desde 1995

O IBGE divulgou a prévia da inflação de abril, que acelerou para 1,73%, o que significa 0,78% acima da taxa de março (0,95%). Essa é a maior variação para um mês de abril desde 1995. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,31%. Nos últimos 12 meses, tem alta de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses do período anterior.

Em abril, IPCA-15 tem alta em todas as áreas pesquisadas. Esse resultado foi influenciado pelo setor de transportes (3,43%), principalmente, pelo aumento no preço da gasolina, que teve alta de 7,51% e contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês (0,48%), reflexo do reajuste no preço médio do combustível nas refinarias. Também subiram os preços do óleo diesel (13,11%), do etanol (6,60%) e do gás veicular (2,28%).

As passagens aéreas, que haviam recuado em março (-7,55%), subiram 9,43% em abril. Os preços do seguro voluntário de veículo (3,03%) aceleraram pelo oitavo mês consecutivo, acumulando 23,46% de variação nos últimos 12 meses. Houve altas ainda nos preços dos táxis (4,36%), nas passagens de metrô (1,66%) e dos ônibus urbanos (0,75%).
Os preços de alimentos e bebidas avançaram 2,25%, puxados pela alta dos itens consumidos no domicílio (3,00%), principalmente, o tomate (26,17%) e o leite longa vida (12,21%), que contribuíram conjuntamente com 0,16% no resultado do IPCA-15.

Outros produtos também tiveram altas expressivas: a cenoura (15,02%), o óleo de soja (11,47%), a batata-inglesa (9,86%) e o pão francês (4,36%). A alta do gás de botijão (8,09%) teve o maior impacto (0,11%) em habitação (1,73%). Também subiram os preços do gás encanado (3,31%). A segunda maior contribuição no grupo.

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