sábado, 13 de julho de 2024

Produção industrial do Maranhão registra aumento em maio

View of worker grinding a piece of metal

No mês de maio, o volume de produção das indústrias extrativas e de transformação registrou 54,2 pontos, crescendo 4,2 pontos, no Maranhão. O resultado foi o melhor desde novembro de 2023, quando o indicador havia alcançado 56,1 pontos. A trajetória ascendente sinaliza um período de aquecimento das atividades industriais no estado. Os dados são da Sondagem da Indústria do Maranhão, estudo elaborado mensalmente pela Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), envolvendo empresários do setor.

A pesquisa indica, no entanto, que o componente que analisa a evolução do número de empregados recuou 0,8 ponto, empurrando levemente o indicador para abaixo do grau de satisfação da sondagem, ao registrar 49,2 pontos. “Esta é a terceira vez neste ano que o indicador fica abaixo dos 50 pontos, demonstrando a inconstância na estabilização do número de empregados na indústria maranhense” destaca José Henrique Polary, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA.

Os estoques de produtos, por sua vez, aparecem na zona de pessimismo com 44,8 pontos após um recuo de 6,2 pontos. Com o volume de produção e as expectativas para os próximos seis meses na zona de otimismo da sondagem, a explicação para o movimento desse componente pode estar no desejo empresarial de redução de custos com a manutenção do nível dos estoques. O aumento repentino das entregas feitas pela indústria também contribuiu para a redução momentânea dos estoques.

A utilização da capacidade instalada obteve uma forte alta de 22,9 pontos, trazendo o indicador para 71 pontos, melhor resultado desde janeiro. O componente indica que a decisão empresarial de controle sobre os estoques em níveis abaixo do usual tem impactado na necessidade do aumento da utilização da capacidade operacional para atender às demandas do mercado por produtos industriais. Também indica que o empresário encontrou um equilíbrio momentâneo entre esses dois componentes.

Quanto às expectativas empresariais, observa-se que todos os componentes se encontram na zona de otimismo da sondagem. O componente compras de matérias-primas obteve a maior pontuação (59,1) mantendo a estabilidade em relação ao resultado anterior. Já a demanda por produtos, mesmo alcançando 58,1, recuou 1,1 pontos em relação ao mês de abril, enquanto o componente referente ao número de empregados totalizou 53 pontos com um recuo de 1,3 ponto.

“Devido à fraca intensidade do recuo e considerando que são resultados que ainda estão entre os melhores apresentados nos últimos seis meses, pode-se considerar que as expectativas sinalizam uma possível consolidação do cenário otimista para os próximos seis meses”, conclui Polary.

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