Com cortes, UFMA não funcionará

PorRedação

Foto: Divulgação / UFMA

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), a reitora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nair Portela, reafirmou que a universidade não terá condições de funcionar no segundo semestre, caso o Ministério da Educação mantenha o corte de 30% no orçamento de custeio e de capital. Em entrevista, a reitora ainda informou que a universidade já sofreu outros dois cortes por parte do atual governo. Um relacionado às emendas parlamentares conquistadas no ano passado e outro em relação aos recursos próprios obtidos pela instituição, também em 2018.

De acordo com Nair Portela, o valor aproximado das emendas parlamentares bloqueado foi de R$ 8 milhões. Já os recursos próprios foram retirados pelo Governo Federal e destinados ao pagamento de pessoal inativo. “Se eu tivesse 8 milhões em mãos para investimento, com certeza eu iria finalizar três ou quatro obras ou adquirir vários equipamentos, etc. Mas, esse recurso também foi retirado da nossa universidade. Isso é um bloqueio muito sério porque a gente faz uma conversa, apresenta dificuldades, os deputados investem nisso e o governo retirou as emendas parlamentares do ano passado”, declarou a reitora.

Durante a coletiva, também foi apresentado o orçamento detalhado da universidade que teria, segundo a lei orçamentaria de 2019, mais de 770 milhões de reais, sendo que 82% são para as despesas obrigatórias, como o pagamento de pessoal ativo e inativo. A reitora garantiu que os cortes anunciados pelo Governo Federal não vão interferir nesses pagamentos de pessoal.

Nair Portela também destacou que a Associação dos Reitores das Universidades Federais já vem tentando negociar com o Ministério da Educação, mas sem avanços. “Com nossa associação de reitores já houve algumas reuniões com nosso ministro da educação, mas a gente não tem avançado. A pauta não tem avançado porque o Ministério diz que as decisões são da Casa Civil e do Ministério do Planejamento e ele executa”, declarou Nair Portela.

Um novo encontro entre a associação e o Ministério da Educação está marcado para acontecer, em Brasília, nos próximos dias 21 e 22 de maio. A expectativa é que as manifestações ocorridas em todo o Brasil, na última quarta-feira (14), possam ter colaborado para que o atual governo repense a decisão do contingenciamento de recurso para as universidades federais.

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