sábado, 13 de julho de 2024

Telescópio faz imagem de alta precisão do Sol

Um potente telescópio de raio-X inicialmente construído para observar galáxias distantes e buracos negros está sendo usado para estudar o Sol.

Uma primeira imagem feita pelo aparelho (na foto) impressionou cientistas, que agora acreditam que ele pode ajudá-los a resolver uma série de questões relativas à física solar. Colocado em órbita em 2012 pela Nasa, o telescópio Nustar consegue observar regiões distantes do universo ao captar raios-X de alta energia.

 

Recentemente, por exemplo, ele foi usado para permitir que cientistas medissem a velocidade de rotação de buracos negros. A investigadora-chefe da missão, Fiona Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, comenta o uso do Nustar em estudos sobre o Sol.

 

— No começo eu pensei que essa ideia era uma loucura. Por que usaríamos um dos telescópios de raio-x de alta energia mais sensíveis já construídos para observar algo em nosso próprio quintal?

Harrisson acabou sendo convencida a mudar o foco do telescópio por David Smith, pesquisador especializado em física solar da Universidade da Califórnia.

 

— O Nustar nos dará uma visão única do Sol — desde suas partes mais profundas até as altas camadas de sua atmosfera.

Segundo ele, isso será possível porque nos raios-X de alta energia que o Nustar consegue captar, o Sol não brilha tanto como em outros comprimentos de onda de radiação. O brilho é o que impede outros telescópios de raio-X, como o Chandra, também da Nasa, de fazerem boas imagens do astro.

Entre os mistérios que os pesquisadores esperam poder solucionar com ajuda do Nustar está a existência — ou não — das nano-emissões solares. Alguns especialistas acreditam que são essas microemissões que explicam por que a atmosfera solar é muito mais quente que a superfície do Sol.

Inicialmente, a missão do Nustar estava prevista para terminar em 2014, mas ela foi extendida em dois anos.

Além de observar o sol, os pesquisadores esperam usar esse tempo extra para continuar estudando os buracos negros e as supernovas – corpos celestes que resultam da explosão de estrelas.

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