A Marinha do Brasil realizou, nesta segunda-feira (9), uma reunião de coordenação na Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), com a participação de representantes da Vale S.A. e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em reunião, um dos pontos tratados foi a garantia de que a situação do navio permanece estável e que o plano de remoção do óleo foi aprovado.
As operações de remoção vão começar nesta quinta-feira (12), devido às condições meteoceanográficas reinantes no local do encalhe.
Veja nota da Marinha na íntegra.
“A Marinha do Brasil (MB) informa que realizou hoje (9) a 13” reunião de coordenação na Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), com a participação de representantes da Vale S.A. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Gerência Ambiental do Porto do Itaqui, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Policia Federal e Agentes Marítimos.
Informações relevantes:
a) A situação permanece estável. O helicóptero S-76C da Vale S.A. sobrevoou o local do encalhe pela manhã e não foram avistados vestigios de óleo no mar, nem mudanças no grau de inclinação do navio.
b) O Plano de Remoção de Óleo, recebido no dia 8 de marco pela Marinha do Brasil, foi aprovado hoje. Devido às condições meteoceanográficas reinantes no local do encalhe, a retirada do óleo tem previsão de início em 12 de março. Há necessidade de reavaliação contínua das condições seguras do mar pelas empresas Ardent e Ocean Pact.
c) O Plano de Contingência está em fase final de ajustes junto à Vale S.A. e empresas contratadas para aprovação.
d) As empresas Ardent e Smit Salvage estão em fase de coleta de dados, informações e avaliações para elaboração do Plano de Salvatagem que posteriormente será encaminhado à MB para aprovação.
Pessoal e meios empregados
No momento, estão sendo empregados 255 militares da MB, além dos seguintes meios: Navio de Apoio Oceânico”Iguatemi”; Navio Hidroceanográfico “Garnier Sampaio”; um helicóptero UH-15; e quatro embarcações da Capitania dos Portos do Maranhão.
Além disso, atuam no local do encalhe: cinco rebocadores (sendo três dotados com materiais para combate à poluição por óleo); um drone com câmera térmica; um helicóptero S-76C e três embarcações de suporte às atividades de contingência de derramamento de óleo (OSRV).
Os órgãos e empresas envolvidos permanecem em estreita coordenação com a Autoridade Marítima, no intuito de solucionar o ocorrido com a maior brevidade possível, obedecendo normas e procedimentos de segurança, priorizando a mitigação de riscos à poluição e à navegação”