quarta-feira, 23 de junho de 2021

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Alimentação adequada garante a longevidade do seu pet

Alimentação adequada garante a longevidade do seu pet

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O seu animal de estimação é aquilo que ele come. Na verdade, o que você serve para o seu cão ou seu gato, por exemplo, ajuda a definir um pouco mais sobre eles e se eles terão uma boa saúde para chegar na idade idosa.
Para quem alimenta os pets apenas com ração existem alguns cuidados a serem adotados, entre eles observar se ela atende o porte e a faixa etária do animal. Servir alimentos naturais e restos de comida pode ser prejudicial, uma vez que isto pode não garantir que eles estejam ingerindo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento deles. A má alimentação dos pets pode resultar numa série de danos à saúde, diminuição da imunidade e contribuir para o aparecimento de doenças crônicas.

A veterinária Jayanna Maya, do PetMania, ressalta que o cuidado com a alimentação dos pets começa desde o nascimento, enquanto eles ainda estão mamando. “Antes disso é importante saber se a alimentação da mãe está
adequada porque os nutrientes serão repassados aos filhotes que se alimentam do leite materno”, atenta. Observar isto é importante para avaliar se há necessidade de substituir o leite materno por um leite artificial que atenda a dieta dos filhotes até o momento do desmame.

“É por isso também que se deve levar os animais ao veterinário periodicamente. O profissional vai avaliar a saúde física do cachorro, do gato, verificar a necessidade de um exame de sangue mais completo para saber se há necessidade de alguma vitamina, se está com falhas na absorção de alguma proteína”, orienta.

O ideal, segundo a especialista, é que a dieta dos animais seja a base de ração. “Desde que atenda a raça, o porte e idade dos pets para que não falte nenhuma quantidade de nutrientes”, atenta. “Mesmo sendo um alimento industrializado, a ração tem a quantidade específica de proteínas, vitaminas, cálcio e demais nutrientes para cada fase da vida do animal”, pontua Jayanna, que desmistifica a ideia de que determinadas marcas fazem mal ou não seriam boas. “O que existe é que o animal pode não gostar ou pode enjoar. O cuidado que se deve ter é com o tipo de ração”, reforça.

Encontrar uma ração que agradasse ao seu cãozinho de estimação não foi uma tarefa tão fácil para o jornalista Paulo Rodrigo Garcia, 30. O problema ocorria porque o pet dele, o Otávio, manifestava desejo por comida de humanos – o que dificultou a aceitação da ração. “O Otávio tem quase dois anos e, desde cedo, foi difícil para ele se adequar a uma alimentação específica. Foram vários tipos de rações até encontrar uma que ele aceitasse”, lembra. “Ele queria a comida que nós, humanos, comemos em casa, mas a pedido da veterinária, não atendemos a essa vontade dele”, disse.

“O máximo de diferente que ele come, fora a ração, são alguns legumes e frutas, como cenoura, batata doce, maçã e banana. Com isso balanceamos a dieta dele”, disse Paulo. Em relação a ração, o tutor do Otávio disse que foi recomendada pela veterinária. “Ele já é considerado um cachorro de porte médio/grande e adulto. Isso foi levado em consideração na hora de trocar a ração dele”, confirmou sobre a importância de cuidar da dieta do filho de quatro patas.

Alimentos naturais

No Brasil ainda é grande a cultura de alimentar os pets, principalmente cães, com comidas que servem aos humanos. Fazer isso sem o acompanhamento profissional não é adequado, pois o animal pode não estar mantendo uma dieta adequada e balanceada. “O animal pode estar consumindo uma quantidade de proteínas animal maior que o necessário ou ingerindo um valor de nutrientes e vitaminas abaixo do ideal. Os reflexos disso irão aparecer quando o animal chegar à meia idade, que vai aparecer problemas na parte óssea, na massa muscular e em alguns órgãos como rins e fígado”, frisa Jayanna Maia.

A veterinária não recomenda chocolate, café, alimentos temperados com cebola e alho para os pets, nem frutas cítricas, uva e uva-passa. “Evitar ao máximo alimentos gordurosos e frituras para os animais”, pontua.

O publicitário Daniel Jucá, 37, segue à risca as restrições da alimentação de seu cachorro, o Juno. A dieta do pet é regrada a ração e frutas, como maçã e banana – que não tem contra-indicação. “Quando era mais novo, o Juno
queria comer de tudo, tínhamos que ter cuidado para ele não comer algo que caísse no chão, nem deixar pratos ao alcance dele. Hoje, que ele tá na idade adulta, se acostumou a comer exclusivamente ração, mas preciso trocar a marca e o sabor com frequência porque ele enjoa muito rápido”, comenta Daniel.

A única extravagância que ele permite na dieta do cachorrinho é a ingestão de maçã e banana. “Não dou nada que contenha condimentos e muito sódio, por exemplo, porque vai fazer mal para ele”, conclui.

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