Após resultado negativo para ebola, africano é liberado de hospital no RJ

RIO DE JANEIRO – O africano Souleymane Bah, de 47 anos, internado na Fundação Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, desde sexta-feira (10), por suspeita de ebola foi liberado na manhã desta quarta-feira (15). A presença do vírus foi descartada totalmente nesta segunda-feira (13).  

 

Segundo a Fiocruz, o local para onde o paciente foi encaminhado foi mantido em sigilo  devido às manifestações racistas e xenófobas publicadas em redes sociais. 

 

Guiné (país de origem de Bah), Libéria e Serra Leoa são as três nações africanas onde ocorrem os surtos mais intensos da doença, que já matou 4.033 pessoas, segundo o último balanço da OMS (Organização Mundial da Saúde). 

 

O infectologista José Cerbino, da Fiocruz, que tratou o paciente desde sua internação no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, disse que ele, Bah, “ficou sabendo que foi identificado pela imprensa e tem receio de sofrer discriminação quando retornar”.

 

Na manhã desta terça-feira (14), o guineano fez novos exames de sangue e passou por tomografia para tentar identificar a causa de sua febre inicial. Nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa, os infectologistas Marília Santini e José Cerbino afirmaram que novos exames descartaram qualquer tipo de doença infecciosa, como dengue, malária e HIV. Porém, a pedido do paciente, os médicos não divulgarão informações sobre a doença, que está sendo investigada.

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