sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Atlético MG é campeão estadual com gol polêmico

Sob o comando do técnico Léo Condé, um estudioso e da nova safra de bons técnicos do futebol brasileiros, a Caldensetinha tudo para conquistar o título mineiro, neste domingo à tarde, no Estádio Melão, em Varginha. Mas brilhou a estrela do outro técnico, o experiente Levir Culpi, do Atlético Mineiro, que arriscou em três trocas com jogadores quase inativos e deu certo. No segundo tempo, venceu por 2 a 1. No jogo de ida, no Mineirão, houve empate sem gols e até então a Caldense estava invicta. Este é o 43º título do Galo, contra um da Caldense, em 2002, quando os grandes não disputaram a competição para participar da Copa Sul-Minas.

 

Os gols foram marcados por Thiago Ribeiro, que fez o primeiro em três jogos, e por Jô, que não marcava há 31 jogos depois de ser um período afastado por indisciplina. A valente Caldense, que dominou o primeiro tempo, sofreu dois gols, perdendo uma série invicta de oito jogos e 816 minutos, além de perder pela primeira vez na temporada.

 

A Caldense tem números de fazer inveja para qualquer um. Na primeira fase, ficou na liderança com 25 dos 33 disputados, sendo a única equipe invicta, desbancando, inclusive o Atlético-MG. E não para por aí.Este jogo foi transmitido pela Rádio FUTEBOL INTERIOR, ao vivo, em cadeia com a Rádio Manthiqueira, de Poços de Caldas, sob o comando de Ailton Fonseca.

 

BOLAS NA TRAVE
O primeiro tempo foi bastante movimentado. A Caldense, mesmo com a vantagem do empate, não ficou atrás e tentou impor seu ritmo de jogo, que a deixou como única invicta na temporada mineira.

 

Com maior volume de jogo, a Caldense criou boas chances. A melhor delas quando Tiago Azulão cabeceou o cruzamento de Nadson, do lado direito, e acertou a trave esquerda do Galo, isso aos 29 minutos.

 

O Galo também teve sua chance na trave aos 43 minutos. Após cruzamento de Dátolo, do lado esquerdo, Luan cabeceou a bola desviou levemente em Paulão e também na trave esquerda de Rodrigo.

 

Antes disso, saíram outras chances dos dois lados. Mas com finalizações para fora. Aos 16 minutos Luan foi segurado na área por Serginho. As câmeras mostraram o lance, mas o árbitro não viu a penalidade máxima.

 

MUDANÇAS NO GALO

No intervalo, Levir Culpi sabia que precisava deixar seu time mais agressivo. E promoveu duas trocas, com as entradas de Giovanni Augusto e o experiente Thiago Ribeiro, respectivamente, nos lugares de Carlos e Leandro Donizete. O técnico mostrou ser pé quente, porque no primeiro minuto, Giovanni desceu pelo lado direito em alta velocidade e na saída do goleiro Rodrigo Viana tocou por cobertura. A bola, caprichosa, saiu do lado da trave sob os olhares de dois zagueiros.

 

Não deu com um, deu com outro. Aos 11 minutos, o Galo abriu o placar, em jogada manjada. Marcos rocha cobrou lateral para dentro da área e Lucas Pratto desviou de cabeça para trás. A bola encobriu Rodrigo Viana e Thiago Ribeiro, em cima da linha, completou de cabeça.

 

Quebrada a invencibilidade da defesa da Caldense que não tomava gols há oito jogos, num total de 816 minutos. Este foi apenas o terceiro jogo de Ribeiro, que vinha entrando durante os jogos.

 

EMPATE RÁPIDO

Por sorte, a Caldense buscou o empate pouco tempo depois. Aos 14 minutos empatou. Rafael Estevam cobrou falta da intermediária com muita força. A bola desviou na linha de impedimento formada pelos dois times e o goleiro Victor deu rebote para frente. O atacante Luiz Eduardo não perdoou e apanhou o rebote de perna esquerda. Seu oitavo gol no Mineiro, só atrás de Leandro Damião, do Cruzeiro, com nove gols.

 

O empate deu novo ânimo à torcida da Veterana, que imitou a torcida do Galo ao gritar: “Eu acredito!”.

 

Mas Levir Culpi tentou pela terceira vez com a entrada de Jô, que ficou muito tempo afastado por indisciplina e que não marcava gols há 31 jogos, antes mesmo da sua participação desastrosa na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Levir tirou o lateral-esquerdo Douglas Silva para a entrada de Jô.

 

Ele marcou o gol do título aos 32 minutos. Luan foi lançado pelo lado direito sozinho. Teve tempo de caminhar com a bola, levantar a cabeça e cruzar rasteiro. Jô estava um pouco adiantado (impedido), mas só visto pelas câmeras de televisão, e desviou de canela par as redes: 2 a 1.

 

A torcida da Veterana, maioria no estádio Melão passou a gritar em côro: “Vergonha, vergonha…”

 

Nos últimos minutos, a Caldense foi para o tudo ou nada, arriscando as bolas aéreas. E abriu espaços para os contra-ataques atleticanos que poderiam ter aumentado o placar. Não precisou para ser campeão. Injusto pela campanha da Caldense, mas justo pelo “jogo final e sorte” do Atlético.

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