quinta-feira, 20 de junho de 2024

Brasil atropela Argentina no Superclássico

No duelo entre Neymar e Messi, desta vez, deu Neymar.

O Brasil começou a se recuperar do vexame na última Copa do Mundo ao vencer neste sábado, em Pequim, seu maior rival, a seleção argentina, por 2 a 0, em partida cheia de movimentação.

O time brasileiro entrou disposto a apagar a má impressão deixada na última Copa do Mundo, quando foi goleado pela Alemanha nas semifinais.

Uma das mudanças foi o trabalho em conjunto: o time superou a dependência de Neymar e mostrou outras armas, com a boa atuação de Oscar, Willian e, principalmente, Diego Tardelli, autor dos dois gols.

Com o resultado, o Brasil conquistou o Superclássico das Américas. O técnico Dunga usou a derrota para a Alemanha como um exemplo. Ele montou uma equipe “antiapagão”, para que o Brasil não cometesse os mesmos erros. A seleção brasileira entrou marcando forte, bem fechada e saindo rápido nos contra-ataques.

Com bom entrosamento, os argentinos iniciaram o jogo tocando a bola rápido e criando dificuldades para a defesa brasileira. Logo no começo Aguero sofreu um pênalti não marcado pelo árbitro. Di Maria dava trabalho para Elias e Messi sempre levava perigo trazendo a bola desde o meio-campo. Acontece que Aguero não estava em noite inspirada e quebrava o ritmo da equipe nas finalizações sem precisão.

O Brasil, porém, não se intimidava. Quando tinha a bola nos pés, partia para o ataque, com Willian, Oscar, Neymar e Diego Tardelli, trocando passes e abrindo espaços com dribles. Este quarteto invertia sempre as posições e confundia a marcação argentina, principalmente a dos zagueiros Fernandez e De Michelis, perdidos entre os atacantes brasileiros.

Após algmas tentativas, sem levar tanto perigo ao gol de Jefferson, a Argentina recuou. E aos 27 minutos, Oscar cruzou da direita, Fernandez cabeceou para cima e Diego Tardelli, se colocando bem, pegou com precisão, de sem-pulo, fazendo 1 a 0 para o Brasil.

O time brasileiro se empolgou. Logo depois, após driblar De Michelis em velocidade, Neymar tirou do goleiro Romero  e na hora de finalizar chutou muito fraco, sem confiança.

A Argentina sentiu o golpe, mas, em uma jogada isolada, aos 40, Danilo desarmou Di Maria e o juiz Fan Qi marcou pênalti. Após muita reclamação dos brasileiros, Messi cobrou e Jefferson defendeu, mostrando confiança e reflexo.

Na segunda etapa, o panorama se inverteu. O Brasil tomava mais a iniciativa, tocando a bola no ataque. Logo aos 3 Filipe Luís, em projeção, quase fez o segundo. A Argentina não desistia e após jogada errada, Miranda quase deu um gol para Di Maria mas se recuperou a tempo. 

O Brasil, porém, dominava o jogo. Neymar se movimentava, driblava e era marcado com certa violência. O técnico argentino Gerardo Martino tentou dar mais ânimo à equipe, trocando o meia Lamela, muito parado, por Pastore e Aguero pelo rápido atacante Higuaín.

O Brasil continuou comandando as ações, jogando com técnica e inteligência. Aos 18, após cruzamento na área, Diego Tardelli completou, de cabeça, quase embaixo do gol: 2 x 0. Nas poucas vezes que a Argentina chegou ao gol, Jefferson continuou fasendo grandes defesas.

No ataque, Oscar, Willian e Neymar não davam sossego à marcação. E Diego Tardelli segurava pelo menos dois defensores em cima dele. Aos 32, Kaká, que é ídolo entre os chineses, entrou no lugar de Tardelli. O Brasil ainda poderia ter feito o terceiro, com Neymar chutando em cima de Romero. Com Kaká, o Brasil cadenciou o jogo e manteve a Argentina acuada até o fim do jogo.

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