sexta-feira, 19 de abril de 2024

Brasil cria mais de 120 mil vagas com carteira assinada e tem pior setembro

O Brasil abriu 123.785 vagas formais de trabalho em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nessa quarta-feira (15). Isso é resultado das 1.770.429 contratações menos as 1.646.644 demissões no período.

 

Esse foi o pior resultado para o mês de setembro desde 2001, quando o saldo da geração de empregos foi de 80.028 postos de trabalho.

 

Pesquisa da Reuters feita com analistas mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 140 mil empregos.

 

Em agosto, haviam sido criados 101.425 postos com carteira assinada, sem ajustes.

 

Salários

 

De janeiro a setembro de 2014, os salários médios de admissão revelaram um aumento real de 1,26%, em relação ao mesmo período de 2013, ao passarem de R$ 1.165,64 em 2013, para R$ 1.180,36 em 2014.

 

No recorte por gênero, o aumento real do salário médio de admissão obtido pelos homens foi de 1,17%, frente ao aumento de 1,74% para as mulheres. Em consequência, a relação entre o salário real médio de admissão feminino versus masculino aumentou de 85,82% em 2013 para 86,30% em 2014, indicando uma redução na diferença dos salários auferidos pelas mulheres frente aos percebidos pelos homens.

 

Setores

 

De acordo com o Ministério do Trabalho, o bom desempenho do mês de setembro está associado à elevação em seis dos oito setores. Os destaques foram: Serviços, com a criação de 62.378 mil postos de trabalho, ante 70.597 postos no mesmo mês do ano anterior; o Comércio, com aumento de 36.409 postos de trabalho, ante 53.845 no mesmo mês do ano anterior e a Indústria de Transformação, com incremento de
24.837 postos de trabalho.

Embora o aumento do emprego na Indústria de Transformação seja inferior à expansão de setembro do ano anterior (+63.276 postos), esse resultado aponta para uma inversão da trajetória declinante do emprego industrial, iniciada em abril último. A Construção Civil (+8.437 postos) mostrou uma reação em relação aos meses anteriores, ao registrar o melhor desempenho desde março de 2014. A Agricultura (- 8.876 postos), por motivos sazonais, foi um dos setores que registraram declínio no nível de emprego.

 

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