segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Campanha alerta para doenças Inflamatórias Intestinais

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com 3.563 brasileiros que vivem com essas doenças apontou que 41% demoraram mais de um ano para chegar ao diagnóstico. Desses, 20% demoraram mais de três anos, e 12%, mais de cinco anos. A pesquisa demonstrou ainda que as doenças causaram impactos significativos na rotina de 78% deles. É por isso que o quinto mês do calendário leva o nome de “Maio Roxo” para alertar para a prevenção e tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

O diagnóstico precoce é fundamental para melhora da qualidade de vida das pessoas acometidas por essas enfermidades. “As DII são doenças (ou afecções) que afetam alguma parte do sistema digestório. A retocolite ulcerativa acomete principalmente o intestino grosso – colon – e o reto, como o próprio nome já diz, e a doença de Crohn atinge o final do intestino delgado(íleo) e o início do intestino grosso (cólon), mas pode atingir da boca ao anus”, explica a médica coloproctologista e coordenadora do curso de Medicina da faculdade Pitágoras, Denise Priolli.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Estados mais avançados podem evoluir para a perfuração ou estreitamento do intestino e ou câncer quando o paciente não recebe tratamento adequado. Pode também ser necessário cirurgia em alguns casos. Com os tratamentos atuais somente casos muito graves podem levar ao óbito. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

Segundo a especialista, é importante ficar atento aos sinais que o corpo dá e procurar um médico, de preferência especializado na área, em caso de dúvida. “Os sintomas das doenças inflamatórias intestinais iniciais são parecidos com os de distúrbios comuns, como diarreia e dor abdominal. Mas, quando são persistentes e acompanhados de outros fatores, como emagrecimento inexplicado, secreção ou sangue nas fezes, febre, manchas na pele, conjuntivites e dor nas juntas, aumentam as chances de se tratar de doença inflamatória”, pontua.
A coordenadora lista as manifestações que podem afetar os pacientes:

  • Dor abdominal e febre;
  • Diarreia intensa e frequente;
  • Distensão abdominal, sangue ou muco nas fezes;
  • perda de peso excessiva e desnutrição;
  • Fraqueza e fadiga intensa;
  • Manifestação em outras partes do corpo como inflamação nos olhos (conjuntivite), dor nas articulações, manchas na pele, hepatites e até trombose.
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