terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Cresce participação feminina no mercado de trabalho entre 2012 e 2022

Foto: reprodução

Uma análise sobre o desempenho do emprego formal e ocupação feminina na década recente é o foco da nova edição do Boletim Social do Maranhão, que traz como tema “A participação das mulheres no mercado de trabalho”. A 11ª edição do Boletim foi lançada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan).

No Maranhão, o estoque de emprego formal feminino expandiu 15,5% entre 2012 e 2020, atrás somente de Mato Grosso (+19,5%). Ao todo, foram mais de 46,4 mil mulheres inseridas no mercado de trabalho formal no Maranhão ao longo desse período, contra 1,3 mil homens. Assim, a participação feminina maranhense no estoque de emprego formal aumentou entre 2012 e 2020, saindo de 43% para 46,5%, registrando o crescimento de 3,5 pontos percentuais (p.p.). Em 2020, o Maranhão apresentava a quarta maior participação de mulheres no mercado de trabalho do Brasil.

Quanto à ocupação, o Maranhão apresentou o 8º maior crescimento na participação de mulheres ocupadas (+1,4 p.p.), entre 2012 e 2022, ficando acima da média do Brasil (+1,2 p.p.), segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNADC/IBGE). O Maranhão também apresentou redução na desigualdade de rendimento entre homens e mulheres. Em 2012, as mulheres maranhenses ganhavam 18,6% a menos, e em 2022, a diferença de rendimento caiu para 15,3%. A menor diferença ocorreu em 2019, quando estas ganharam 7,3% a menos em comparação aos homens (PNADC/IBGE).

O Maranhão obteve o segundo melhor resultado nacional, considerando o crescimento no estoque de emprego formal feminino. Por outro lado, observa-se que o rendimento das mulheres ainda é, no geral, inferior ao dos homens em todo o Brasil.

“Essa diferença pode impactar na oferta de mão de obra feminina, além de comprometer a renda familiar, sobretudo, nas famílias chefiadas por mulheres. Em contrapartida, o aumento da escolaridade das mulheres vem como fator de redução dessa disparidade no longo prazo. Isso se aplica também à situação maranhense”, destacou a presidenta do Imesc, Talita Nascimento.

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