domingo, 4 de dezembro de 2022

Ensino médio piora no Maranhão

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Ministério da Educação.

A nota do Ensino Médio público no Brasil se manteve em 3,7 pontos em 2013, de uma escala de dez pontos, no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a cada dois anos, ele é a principal medida de qualidade do ensino no País e é calculado a partir do desempenho dos estudantes brasileiros na Prova Brasil e no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) que medem os conhecimentos em Português e Matemática e nas taxas de aprovação verificadas pelo Censo Escolar.

Apesar do País ter mantido a mesma nota para o Ensino Médio que da última medição em 2011, a meta prevista pelo Ministério da Educação para 2013 era de 3,9. Além disso, em 16 estados a nota ficou abaixo da média nacional de 3,7. O Governo Federal considera seis é a nota que seria equivalente à qualidade de ensino dos países desenvolvidos.

No ensino fundamental os resultados foram melhores. A média dos alunos dos anos iniciais aumentou de 5 pontos em 2011 para 5,2 pontos em 2013, superando a meta do MEC de 4,9 pontos. Nos anos finais, a média subiu de 4,1 para 4,2 pontos, ficando abaixo da meta do MEC para essa fase do ensino (4,4 pontos).

Mas apesar do avanço, os dados mostram que não há continuidade na qualidade do ensino nos anos posteriores a essa etapa no Brasil. De acordo com o ministro da Educação, Henrique Paim, Paim existem vários aspectos responsáveis por essa queda na qualidade do ensino.

— Essa onda acaba esbarrando em questões estruturais. A primeira barreira é a complexidade da gestão. A segunda questão é a formação de professores.

O ministro também comentou a queda do ensino médio.

— Nós precisamos rever esta etapa escolar. Isso está claro, existe um diagnóstico. Precisamos trabalhar o currículo, melhorá-lo.

Maranhão

O resultado mostrou uma queda na nota dos alunos das escolas da rede pública do Maranhão. Em 2011 os alunos tinham nota 3,1 pontos em 2013 essa média caiu para 3,0. Já os alunos da rede particular mantiveram a mesma média 4,8 pontos. 

Resultados dos Estados

Goiás foi a rede com maior nota: 3.8 pontos, com melhora de 0,2 pontos em relação à edição anterior. São Paulo aparece em segundo lugar, com 3,7 pontos, mas houve piora em relação a 2011 – quando a nota foi de 3,9. Além da rede paulista e do Maranhão, pioraram Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará, Roraima, Tocantins, Amazonas, Amapá, Sergipe, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte e Mato Grosso.

Entre os que melhoraram, além de Goiás, estão Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Espírito Santo, Distrito Federal, Piauí e Paraíba. Dois Estados ficaram estagnados – Acre e Alagoas (3,3 e 2,6 pontos, respectivamente).

Para a consultora e mestre em educação pela PUC-RJ, Ilona Becskeházy, apesar de São Paulo ter caído 0,2 pontos no ensino médio, trata-se da melhor rede estadual em seu conjunto.

— Tem a melhor matrícula líquida (93,7 em 2012) no ensino fundamental e no ensino médio é a mais alta do Brasil (69.6). A rede coloca todos para dentro.

Segundo a especialista, isto se deveu à política de correção de fluxo que ocorre desde 1996 e resulta em menor distorção idade-série em todas as séries. “Melhor do que quem tem média maior e não fez nada disso”.

 

 

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