domingo, 21 de abril de 2024

“Eu vou ajudar qualquer governador que for eleito no Maranhão”, diz Zé Reinaldo

A Sabatina Guará que vai receber os candidatos ao Senado Federal  começou nesta quarta-feira (5). O candidato  Zé Reinaldo (PSDB) foi o primeiro  a participar da Sabatina Guará. Zé Reinaldo já foi governador do Maranhão, ministro e é deputado Federal.

Questionado sobre o motivo que o faz querer ser eleito senador do Maranhão, Zé Reinado disse que o Senado tem mais poder do que a Câmara Federal. “Eu acredito que o Senado dá um poder ao senado que a câmara dos deputados não dá. Na câmara, os representantes do Maranhão são poucos em relação a outros estado, por exemplo, como São Paulo”, destacou o candidato.

Zé Reinaldo disse que no Senado as vagas são divididas igualmente para cada estado, e que isso possibilita mais igualdade na busca por melhorias para o estado.

“É preciso ter experiência para trabalhar pelo Maranhão, não adianta chegar lá e não como brigar pelo estado”, completou o candidato.

Educação

o candidato destacou que vai lutar no Senado por melhorias para a educação no estado. “O governo federal não investe certo na educação, não é destinado  recursos suficientes na educação básica”, os recursos destinados não são feitos de maneira correta, e vou lutar por isso”, enfatizou o ex-governador.

Zé Reinaldo relembrou sua atuação na educação na época em que foi governador do Maranhão. “Na minha gestão enfrentei problemas sérios na educação, muitos municípios do estado, não tinha ensino médio, e nós durante os quatros anos, colocamos em 159 municípios educação de ensino médio e ampliamos as unidades da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)”, destacou.

A política não prioriza os jovens

Questionado sobre a campanha solitária que alguns candidatos estão fazendo, a exemplo dele e do outro candidato ao Senado pelo PSDB, Alexandre Almeida, Zé Reinaldo disse que essa desagregação é fruto dos fundos partidários.

O ex-governador disse que os fundos partidários não priorizam os jovens na política. “Um jovem político não tem o mesmo apoio do que um candidato mais experiente. os fundos  partidários priorizam que já tem um mandato e quem tem mais chance de se eleger, e não priorizam os jovens”, destacou. Segundo ele as coligações partidárias atrapalham alguns candidatos. “Nós não podemos continuar com isso para as próximas eleições”, ressaltou.

Rompimento com a família Sarney e Flávio Dino

Zé Reinaldo já foi aliado da família Sarney e de Flávio Dino, mas rompeu com os dois grupos políticos. Questionado sobre o motivo da sua separação mais recente com Flávio Dino. Zé Reinaldo disse que não brigou com o governador. “Não partiu de mim, esse afastamento com Flávio Dino” ressaltou.

O candidato ao Senado, não acompanhou a maioria das diretrizes do governo na Câmara Federal. ” Todo mundo pensa do jeito que quer. Flávio não gosta de conversar e convencer a pessoa. Eu já gosto de conversar e discutir os problemas e ser convencido, se for o caso. E eu não fui chamado para conversar sobre esses problemas”, declarou.

Polarização política no Maranhão

Zé Reinaldo também falou sobre o cenário político separatista no Maranhão. “Infelizmente nosso estado vive uma briga política que atrapalha nosso crescimento”, destacou.

O candidato disse que a posição contrária de um senador ao governo do estado, pode atrapalhar, e que se for eleito vai buscar a união.”É preciso conversar, nós fizemos isso na câmara, e conseguimos trazer para o Maranhão melhorias, como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), eu não vejo porque não fazer isso pelo Senado, eu vou lutar pra unir todo mundo”, disse o candidato.

O candidato declarou que vai ajudar qualquer governador que seja eleito. “Nós precisamos deixar para trás essa mentalidade atrasada, precisamos deixar de pensar em brigas políticas e pensar no Maranhão, no que vai trazer benefícios para o estado” completou.

Privatização

Zé Reinaldo disse que não defende a privatização descabida de empresas estatais, mas declarou que algumas são necessárias. “A Caixa, o Banco do Brasil, por exemplo são exemplos de empresas governamentais que dão lucro, não precisam ser privatizadas. Agora empresas que estão falidas, como a Eletrobras não tem motivo para o estado continuar administrando prejuízo. O governo não deve ser empresário”, finalizou.

 

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