terça-feira, 16 de abril de 2024

Exposição, palestra e peça teatral abriram o II Festival Ponto de Vista

Foi realizado, na última segunda-feira (22), a abertura da II Festival Ponto de Vista, no Centro de Ciências Humanas da Cidade Universitária

SÃO LUÍS – Uma jornada como é um festival artístico com uma vasta programação merece um grande início, que foi o que aconteceu na abertura do II Festival Ponto de Vista. Os participantes/espectadores puderam contemplar, logo no início do evento, a Exposição de Artes Visuais ‘Olhar Obtuso’ – que fez uma junção entre fotografia e pintura das artes ludovicesnses – e a palestra do professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Alexandre Mate, que falou sobre “As contradições dos Coletivos Teatrais para o Teatro Moderno Brasileiro’, com mediação do professor de Teatro da Universidade Federal do Maranhão, Luiz Pazzini, além da apresentação da peça teatral ‘Flores, ética e blá blá blá’, de Victor Silper.

O evento, que ocorre até o próximo sábado (27), no Hall do Centro de Ciências Humanas da Cidade Universitária, tem como objetivo dar visibilidade, fortalecer e difundir as produções artísticas do estado através dos festivais. Participaram da abertura do evento a coordenadora geral do Festival, Dayane Gomes; a coordenadora do curso de Artes, Maria José Lisboa; a Pró-Reitoria de Extensão, Marize Aranha; e a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) em Bacabal, Jéssica Silva.

Na solenidade de abertura, Dayane Gomes, acompanhada do som de um batuque, falou do esforço que o grupo teve no processo de realização do evento. Agradeceu aos organizadores, professores e estudantes do curso pelo empenho na concretização do mesmo. Ela disse também que o propósito da realização do Festival é, através de debates, apresentar temas relacionados ao cotidiano, discutir as ambiguidades sociais e tirá-las da linha do conforto através da arte.

A Pró-Reitora de Extensão, Marize Aranha, agradeceu a sua presença na mesa de abertura como representante do reitor da UFMA, Natalino Salgado, e parabenizou todos os participantes do evento que direta ou indiretamente ajudaram na realização do mesmo. Afirmou que é necessário que se organizem encontros do gênero, onde se possam discutir os problemas sociais através das artes, uma vez que arte deve ser entendida como um instrumento importante na inclusão social.

Em seguida, houve a palestra do professor da Unesp, Alexandre Mate, que abordou sobre “As contradições dos Coletivos Teatrais para Teatro Moderno Brasileiro’, como já citado. Segundo ele, existe uma relação de troca dentro da representação de uma peça teatral, visto que os artistas passam sempre uma mensagem direta ou indireta para um público e que só acontece na explosão da relação interpessoal da atividade, que é a primeira relação que o artista tem com o público quando este entra em cena.

Ele falou também do período da ditadura militar no Brasil, que foi o momento mais crítico da sociedade brasileira, onde a imposição e a opressão se fazia sentir como único meio de mediação. E neste período, como continuou, muitos artistas criaram meios de fazer política através da arte, para se manifestarem contra a opressão, do qual nasceu o modelo de representação do teatro coletivo.

Os artistas passaram a representar as suas obras como um ato político e modificador da opressão, buscando a estética e realçando a política dentro dos seus textos. E com a organização do movimento ‘Diretas Já’, movimento civil de reivindicação por eleições no Brasil, entre 1983 a 1984, fortificou ainda mais os artistas no que tange a democratização e do modo de expressão a partir da arte, como assim finalizou o professor Mate.

O evento foi encerrado com a apresentação da peça ‘Flores, ética e blá blá blá’, uma peça que surgiu no primeira turma do curso de teatro que, por sua vez, é uma livre adaptação do fragmento de um poema do dramaturgo Bertolt Brecht, da sua peça Baden Balder.

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