sexta-feira, 19 de abril de 2024

Flor do Samba é campeã do Carnaval 2020; conquista do título repercute

Mestre-sala e porta-bandeira da Flor do Samba durante desfile (Foto: Divulgação)

Com mais de 80 anos de existência, a Flor do Samba conquistou mais uma vez o título de campeã do Carnaval 2020 da Passarela do Samba. Neste ano, a escola levou para o sambódromo o enredo “Tradição, devoção e alegria, a Flor canta as festas do Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”, do carnavalesco Ítalo Fonseca, com composição de Alisson Ribeiro, Eulálio Figueiredo e Renato Guimarães.

A Flor do Samba foi a última escola a se apresentar, no segundo dia de desfiles, e levou para a Passarela dois mil integrantes, quatro alegorias e 12 tripés retratando patrimônios como o bumba meu boi, o Círio de Nazaré e o Tambor de Crioula. Ao todo, a escola atingiu 140 pontos somando todos os nove quesitos avaliados.

A Turma do Quinto levou o segundo lugar e Turma da Mangueira, em terceiro.

Repercussão
Em áudio divulgado nas redes sociais, o presidente da agremiação Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, alega uma possível movimentação de favorecimento à escola que levou o título. “Antes de conhecermos o último quesito, já imaginávamos que havia uma armação para a ‘Flor’ levar o título”, alegou.

Em outro áudio, Euclides Moreira relatou que a presença de dois circuitos carnavalescos (Beira Mar e Rio Bacanga) com atrações nacionais teria “ilhado” a passarela do samba e diminuído a adesão do público ao desfile das escolas de samba.

“Esse ano ilharam a nossa passarela com dois circuitos de carnaval. Tudo de graça e com uma estrutura fantástica. Resultado: a passarela foi diminuída e mesmo assim a gente não conseguiu encher. Fora isso, teve a crise dos blocos tradicionais, que também tem seu motivo. Estão querendo acabar com as manifestações culturais do ciclo carnavalesco que passam na passarela”, pontuou.

Ao final do áudio, o presidente contemporizou, considerando que é necessário se unir para manter o carnaval vivo. “Títulos passam, acontecem. Mas nós queremos levantar a bandeira do fim da passarela ou queremos manter a passarela viva, as escolas vivas, os blocos tradicionais vivos, os blocos afro vivos, nossas tribos de índio vivas? Temos que pensar muito bem nisso”, ponderou.

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