sexta-feira, 19 de abril de 2024

Furtos e drogas são comuns no Hopi Hari, diz polícia

O parque Hopi Hari, que fica no km 72,5 da rodovia dos Bandeirantes, em Vinhedo, cidade a 79 km de São Paulo, é constantemente alvo de criminosos. Segundo o chefe do setor de investigações da delegacia de Vinhedo, José Carlos de Morais, pequenos crimes são frequentes, principalmente entre agosto e novembro, quando há muitos eventos no local. 

 

— Dá muita ocorrência de furto de celular, furto de carteira, furto de bolsa, apreensão de entorpecentes com menor. 

 

Morais disse ainda que ainda não há um levantamente preciso do número de ocorrências no Hopi Hari, pois as vítimas registram os crimes nas cidades de origem ou pela internet.

 

Na tarde de quarta-feira (24), cerca de 50 pessoas foram roubadas durante um arrastão no parque. Um adolescente de 17 anos foi apreendido após atacar outro jovem de 16 anos. Ele foi reconhecido por uma testemunha do crime, como conta Morais.  

 

— A testemunha fala que várias pessoas foram para cima da vítima e ela foi jogada contra uma parede. E esse adolescente, que foi apreendido, e um outro, que não foi identificado, subtraíram o óculos, um boné e duas correntes de prata. Inclusive esse adolescente vítima sofreu lesões de natureza leve no pescoço.

 

A vítima foi levada ao hospital e liberada após receber atendimento. O jovem já prestou depoimento na delegacia. O suspeito detido permanece no Distrito Policial de Vinhedo e deve ser encaminhado, ainda nesta quinta-feira, para a promotoria da Vara da Infância e Juventude e depois para uma unidade da Fundação Casa da região. Ainda não se sabe quantas pessoas tiveram seus pertences roubados no interior do Parque.

 

A polícia vai solicitar imagens do circuito interno de segurança do parque para tentar identificar os criminosos. Além disso, os investigadores vão começar a ouvir funcionários e seguranças do parque para saber mais detalhes do crime. 

 

Feridos

 

O arrastão no parque deixou oito pessoas feridas. De acordo com a assessoria do Hopi Hari, todas as vítimas foram levadas para o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí. Destas, apenas uma pessoa permanecia em observação, mas deve ser liberada ainda nesta quinta-feira.

 

A maioria das vítimas era estudante e participava de excursões escolares. A própria segurança conseguiu retirar os criminosos do local.

 

O parque abriu normalmente nesta quinta-feira. Em nota, informou que “foi surpreendido por uma situação atípica e pontual, em que um grupo de baderneiros veio com o único e exclusivo propósito de causar perturbações aos visitantes.” 

 

O Hopi Hari disse ainda que está averiguando as imagens do circuito interno e passará todas as informações necessárias à polícia para esclarecer o caso. Quanto à frequência de pequenos crimes, informou que “todas as ocorrências que eventualmente ocorrem no parque envolvendo seus visitantes são registradas internamente e, conforme o caso, as autoridades são acionadas para tratamento”.

 

Acidente

 

Esta não é a primeira vez que o Hopi Hari aparece nas páginas policiais. Em 2012, a adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, morreu após cair de uma altura de 25 metros do brinquedo La Tour Eiffel. Gabriela despencou após a trava da cadeira ocupada por ela se abrir. O ex-presidente do parque de diversões Hopi Hari Armando Pereira Filho se livrou da acusação de homídio culposo, sem intenção de matar. 

 

Outros dez funcionários do parque permanecem como réus na ação. O MPE (Ministério Público Estadual) havia denunciado os réus em maio de 2012, alegando que eles agiram com negligência na operação da torre.

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