Limitação de horário de venda de bebidas alcoólicas gera reação contra o ministro Osmar Terra


Depois da declaração do ministro de cidadania Osmar Terra sobre limitar a venda de bebidas alcoólicas por bares e restaurantes, antes de ter assumido o cargo, desagradou muitas entidades e pessoas ligadas ao setor se manifestaram.

Representante de grandes empresas como Ambev e Heineken, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja estimou o prejuízo para o setor, caso o horário de venda desses produtos sejam restringidos.
De acordo com o Sindicerv, a medida “pode agravar ainda mais a situação econômica do país, já que pode desempregar milhares de trabalhadores do setor de bares e restaurantes.”

Para Osmar Terra, a redução do horário de venda de bebidas alcoólicas ajuda a criar uma “política de redução da violência”. Já o Sindicerv rebate destacando que ”experiências internacionais mostram que a restrição dos horários de venda de bebidas não é o que reduz os índices de violência, cujas causas são mais complexas.”

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Abrasel, também rebateu as declarações do futuro titular da Cidadania. Para o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci, “Não existe diagnóstico fácil que já resolva o problema da violência.”

Além disso, ele afirmou que a proposta de Osmar Terra vai na contramão do pensamento dos principais urbanistas do mundo, “que enxergam bares e restaurantes como pontos de luz nas ruas”, aumentando a segurança dos arredores desses locais .

O futuro ministro chegou a dizer que já discute o tema com o presidente eleito Jair Bolsonaro.
Em um segundo momento, pela rede social Twitter, o futuro ministro publicou um esclarecimento, afirmando que “não há qualquer decisão do futuro governo do presidente Bolsonaro sobre limitar venda de bebida alcoólica.

Segundo ele, o que foi colocado é dentro do contexto de propostas para reduzir pobreza e violência e limitar horário de venda noturna nos lugares mais violentos”.

Agência do Rádio Mais