terça-feira, 28 de junho de 2022

G10 Editora

Mais de mil negros foram mortos em três anos no Maranhão

Negros e negras vão às ruas, nesta sexta-feira (22), em protesto, a fim de denunciar a existência de um processo de extermínio contra essa população. Segundo a campanha “Reaja ou será morto (a)”, que convocou o ato, a 2ª Marcha Internacional contra o Genocídio do Povo Negro está programada para ocorrer em 18 estados brasileiros e em 15 países,

 

Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio. Entre 2002 e 2012, essa vitimização mais que duplicou, segundo o estudo. No Brasil, casos como o de Amarildo, Cláudia e DG, todos negros e assassinados no ano passado em situações que envolveram policiais, se multiplicam.

 

Ainda de acordo com o Mapa da Violência 2014, o Maranhão registrou 1,601 mortes de negros em três anos. Foram 507 homicídios em 2011; apresentando uma queda relativa em 2012, com 488 mortes; já em 2012, o número de negros mortos sobe para 606 e preocupa autoridades.

 

A marcha pretende pautar, além do genocídio, o que as organizações apontam como seletividade do sistema prisional. “As pessoas criminalizadas ou privadas de liberdade são, sobretudo, pessoas negras”, lembra Andreia.

 

(Foto: Reprodução/Internet)

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