sábado, 24 de setembro de 2022

Não faltou torcida e nem apoio, o sonho motense acabou porque faltou futebol

Imagem: Hiago Ferreira

O Moto Club não entrou em campo sozinho, sua torcida compareceu em bom número e apoiou da chegada ao fim da partida. Em campo, o Moto tinha que tirar uma diferença, mas isso não aconteceu, e o time maranhense perdeu mais uma vez para o América e foi eliminado da Série D.

O técnico Júlio César Nunes entrou com um time defensivo em campo, mesmo precisando fazer o resultado. Com pouco futebol e menos chances ainda de gol, o América abriu o placar ainda na primeira etapa de Falta com Wallace Pernambucano. Só depois do gol que mudanças aconteceram e o time motense entendeu que precisava vencer para avançar, mas nada que pudesse mudar a partida.

Na segunda etapa o América poderia ter ampliado o placar ou até o Moto ter diminuído o prejuízo, mas nada adiantou e o time motense foi eliminado em casa e mais uma vez caindo nas oitavas de final da Série D. O América segue vivo buscando seu acesso e vai decidir o mata-mata das quartas contra o Caxias sendo o último jogo em Natal.

O que fica de aprendizado?

O Moto Club na fase de classificação tinha um time organizado e com um padrão de jogo bem definido. Conquistou a classificação com antecedência jogando de uma forma inteligente e ofensiva, e principalmente tendo peças importantes e identificadas com o Moto Club. Mesmo com a chegada de reforços o técnico não poderia ter tentado implementar um novo sistema de jogo durante o mata-mata e com peças que ainda não tinha sido usadas daquela forma.

Faltou critério na escolha dos titulares, jogadores como Ronald e Enzzo nunca deveriam ter saído do time ou serem colocados em outras posições rendendo da forma que estavam rendendo. Facilmente se pode creditar a classificação do Moto na conta de Enzzo, que foi mal aproveitado na fase de mata-mata, e Ronald que saiu do setor criativo para ser ponta.

O goleiro Rodrigo Carvalho é outro grande responsável pela classificação do time e manutenção de uma boa defesa. Jair foi a espinha dorsal do moto durante toda a competição. O que fica de aprendizado é a máxima do futebol, “em time que está ganhando não se mexe”. Erros do técnico Júlio César que não vai esquecer essa eliminação tão fácil assim.

Outro detalhe, o América mantém um histórico muito bom contra o Moto Club, agora são dezesseis jogos, nove vitórias para o time de Natal, cinco empates e apenas duas derrotas. Segue o tabu motense contra o América.

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